Saiba a identidade das crianças que morreram ao tentar sair de incêndio em apartamento no Residencial Ignêz Andreazza

Rodrigo Magalhães de Lira Júnior e Antônio Emanuel de Paula Magalhães tentaram escapar pela janela do imóvel no Residencial Ignêz Andreazza, em Areias; fogo começou por volta das 3h30 e apartamento tinha entulho e muitos eletrônicos, segundo autoridades

20/03/2026 às 07:58 por Redação Plox

Os irmãos Rodrigo Magalhães de Lira Júnior, de 11 anos, e Antônio Emanuel de Paula Magalhães, de 9 anos, morreram ao tentar fugir de um incêndio no apartamento onde moravam, no Residencial Ignêz Andreazza, no bairro de Areias, Zona Oeste do Recife. Segundo relatos de moradores, o fogo começou por volta das 3h30 da madrugada de uma quinta-feira, dia 19 (ano não informado no material original), e se espalhou rapidamente pelo imóvel.

As duas crianças tentaram escapar pela janela, mas morreram sentadas na grade de proteção do cômodo. De acordo com as informações atribuídas a autoridades no texto recebido pela reportagem, o incêndio teve início perto da porta do quarto onde os meninos estavam, o que dificultou a saída pela rota principal do apartamento.

O material relata ainda que o imóvel tinha muito entulho e inúmeros aparelhos eletrônicos, fator que pode ter facilitado a propagação das chamas e aumentado a quantidade de fumaça, condição frequentemente considerada em perícias de incêndio em ambientes fechados.


Rodrigo e Antônio Magalhães morreram no incêndio em apartamento no Ignêz Andreazza

Rodrigo e Antônio Magalhães morreram no incêndio em apartamento no Ignêz Andreazza

Foto: Reprodução/Instagram


Crianças eram estudantes e perderam a vida dentro de casa

Na manhã do mesmo dia, o Colégio Visão, onde os meninos estudavam, suspendeu as aulas e demais atividades em solidariedade à mãe das vítimas, Polianna de Paula, que trabalhava na instituição e também ficou ferida no incêndio.

Segundo o colégio, Antônio e Rodrigo eram estudantes queridos, e suas ausências deixarão um vazio imenso na comunidade escolar, embora o texto original não apresente a fala em formato de citação direta com autoria explícita.

Antônio morreu quatro dias depois de completar 9 anos. Ele nasceu em 15 de março de 2017. O irmão mais velho, Rodrigo, nasceu em 7 de janeiro de 2015. As imagens que circulam nas redes sociais mostram os dois irmãos, identificados como Rodrigo e Antônio Magalhães, e reforçam o clima de comoção entre familiares, colegas e moradores do residencial.

Família e feridos: quem estava no apartamento

Os meninos tinham uma irmã mais nova, de 5 anos, que também estava no apartamento no momento do incêndio, mas não se feriu. Ela ficou sob os cuidados de vizinhos após ser retirada do local.

Além das duas crianças que morreram, outras três pessoas ficaram feridas: o pai, Rodrigo Magalhães, de 39 anos; a mãe, Polianna de Paula, de 44 anos; e um idoso de 78 anos, que não teve o nome divulgado. Todos foram levados para o Hospital da Restauração, no bairro do Derby, área central do Recife.

Até a última atualização informada no material, a mulher e o idoso seguiam internados em estado estável. O homem de 39 anos recebeu alta após atendimento médico, segundo a unidade de saúde.

Relatos citados no texto afirmam que as vítimas não apresentavam ferimentos visíveis, mas teriam inalado bastante fumaça, algo comum em incêndios em ambientes fechados, nos quais a fumaça pode se tornar o principal risco em poucos minutos.

Investigação, riscos e prevenção em apartamentos

As informações repassadas à reportagem indicam que a combinação de entulho, grande quantidade de aparelhos eletrônicos e rota de fuga comprometida pode ter agravado a tragédia. Esse tipo de cenário costuma ser avaliado por peritos para entender se houve aumento da carga de material combustível, se a fumaça se concentrou com maior intensidade e de que forma isso influenciou na dificuldade de evacuação.

Para moradores de condomínios como o Residencial Ignêz Andreazza, o caso reforça a importância de manter rotas de fuga desobstruídas, como portas, corredores e janelas, e de repensar o uso de grades que, em situações de emergência, podem se transformar em armadilhas quando não há saída alternativa segura.

O acúmulo de entulho e objetos em apartamentos também é apontado no material como um fator que pode dificultar a circulação na hora de fugir e intensificar o incêndio. Para famílias com crianças, esses aspectos tornam-se ainda mais críticos, já que os menores têm menos capacidade de reação e dependem da atuação rápida de adultos e de estruturas seguras para escapar.

O que ainda precisa ser esclarecido

O conteúdo recebido pela reportagem aponta que a perícia deverá detalhar as causas do incêndio — como possível curto-circuito, falha em equipamento ou outra origem — e verificar se houve fatores estruturais que agravaram a propagação do fogo dentro do apartamento.

Também permanece em aberto a atualização oficial sobre o estado de saúde dos feridos e eventuais altas médicas futuras, assim como a definição de eventuais ações de vistoria ou orientação no residencial por parte de órgãos públicos, administração do condomínio ou Corpo de Bombeiros, com foco em prevenção e planos de evacuação.

Neste momento, a tragédia que matou Rodrigo e Antônio no apartamento em Areias se torna um alerta doloroso sobre os riscos de incêndio em ambientes domésticos e a necessidade de atenção permanente à segurança de crianças em imóveis com grades, entulho e alta carga de materiais inflamáveis.

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