Júri em Inhapim julga acusados de tentativa de homicídio ocorrida em Dom Cavati em 2012

Wanderson Arêdes Leal e José Augusto Pires respondem por perseguição e espancamento que deixou Ozéias Bernardes com sequelas permanentes; julgamento ocorre na segunda (23), às 8h

20/03/2026 às 10:36 por Redação Plox

Mais de uma década após o crime, dois homens vão a julgamento pelo Tribunal do Júri em Inhapim, acusados de uma tentativa de homicídio que deixou sequelas permanentes na vítima.

Vão a julgamento Wanderson Arêdes Leal, de 43 anos, e José Augusto Pires, de 36. Um terceiro envolvido no caso, Adenilson Leal, não responde mais à ação, pois teve a punibilidade extinta após falecer.

Vão a julgamento Wanderson Arêdes Leal, de 43 anos, e José Augusto Pires, de 36. Um terceiro envolvido no caso, Adenilson Leal, não responde mais à ação, pois teve a punibilidade extinta após falecer.

Foto: Divulgação


A sessão está marcada para a próxima segunda-feira (23), a partir das 8h, na 1ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais da comarca. A acusação ficará a cargo do promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro, representante do Ministério Público de Minas Gerais.

Quem são os réus

Vão a julgamento Wanderson Arêdes Leal, de 43 anos, e José Augusto Pires, de 36. Um terceiro envolvido no caso, Adenilson Leal, não responde mais à ação, pois teve a punibilidade extinta após falecer.

Crime aconteceu em 2012

De acordo com a denúncia, o caso ocorreu na madrugada de 21 de outubro de 2012, na Rua Getúlio Vargas, no Centro de Dom Cavati. A vítima, Ozéias Bernardes da Silva, hoje com 38 anos, teria sido alvo de um ataque motivado por desentendimentos políticos ocorridos dias antes.

Perseguição e agressões

As investigações indicam que a vítima foi perseguida pelos acusados. Ozéias tentou escapar primeiro de bicicleta e depois a pé, mas, durante a fuga, teria sido ameaçado de morte. Mesmo ao tentar se esconder em um beco, acabou sendo localizada e cercada.

Segundo o apurado, Ozéias foi violentamente agredido com capacete, pedaços de madeira e chutes, principalmente na região da cabeça. Mesmo após ficar desacordado, as agressões continuaram e só cessaram depois da intervenção de moradores que ouviram os pedidos de socorro.

Sequelas permanentes na vítima

A vítima foi socorrida em estado grave e permaneceu internada por 39 dias. Em decorrência das agressões, sofreu traumatismo craniano severo e passou a conviver com paralisia em um dos braços, dificuldades motoras e déficit cognitivo.

Acusação e qualificadoras

O Ministério Público sustenta que o crime foi cometido por motivo fútil, relacionado a divergências políticas, e com recurso que dificultou a defesa da vítima, que teria sido surpreendida e atacada por mais de uma pessoa.

A acusação também aponta que a morte não ocorreu por circunstâncias alheias à vontade dos réus, destacando a intervenção de terceiros e o socorro prestado como fatores decisivos para a sobrevivência de Ozéias.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a