STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
Mais de uma década após o crime, dois homens vão a julgamento pelo Tribunal do Júri em Inhapim, acusados de uma tentativa de homicídio que deixou sequelas permanentes na vítima.
Vão a julgamento Wanderson Arêdes Leal, de 43 anos, e José Augusto Pires, de 36. Um terceiro envolvido no caso, Adenilson Leal, não responde mais à ação, pois teve a punibilidade extinta após falecer.
Foto: Divulgação
A sessão está marcada para a próxima segunda-feira (23), a partir das 8h, na 1ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais da comarca. A acusação ficará a cargo do promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro, representante do Ministério Público de Minas Gerais.
Vão a julgamento Wanderson Arêdes Leal, de 43 anos, e José Augusto Pires, de 36. Um terceiro envolvido no caso, Adenilson Leal, não responde mais à ação, pois teve a punibilidade extinta após falecer.
De acordo com a denúncia, o caso ocorreu na madrugada de 21 de outubro de 2012, na Rua Getúlio Vargas, no Centro de Dom Cavati. A vítima, Ozéias Bernardes da Silva, hoje com 38 anos, teria sido alvo de um ataque motivado por desentendimentos políticos ocorridos dias antes.
As investigações indicam que a vítima foi perseguida pelos acusados. Ozéias tentou escapar primeiro de bicicleta e depois a pé, mas, durante a fuga, teria sido ameaçado de morte. Mesmo ao tentar se esconder em um beco, acabou sendo localizada e cercada.
Segundo o apurado, Ozéias foi violentamente agredido com capacete, pedaços de madeira e chutes, principalmente na região da cabeça. Mesmo após ficar desacordado, as agressões continuaram e só cessaram depois da intervenção de moradores que ouviram os pedidos de socorro.
A vítima foi socorrida em estado grave e permaneceu internada por 39 dias. Em decorrência das agressões, sofreu traumatismo craniano severo e passou a conviver com paralisia em um dos braços, dificuldades motoras e déficit cognitivo.
O Ministério Público sustenta que o crime foi cometido por motivo fútil, relacionado a divergências políticas, e com recurso que dificultou a defesa da vítima, que teria sido surpreendida e atacada por mais de uma pessoa.
A acusação também aponta que a morte não ocorreu por circunstâncias alheias à vontade dos réus, destacando a intervenção de terceiros e o socorro prestado como fatores decisivos para a sobrevivência de Ozéias.