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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta sexta-feira (20), a criação de uma reserva estratégica de combustíveis no país, com o objetivo de regular preços e garantir o abastecimento interno em cenário de turbulências internacionais.
Objetivo é proteger preços e oferta no mercado interno de turbulências.
Foto: Divulgação / PR.
Em evento de anúncio de investimentos da Petrobras em Minas Gerais, Lula afirmou que a formação desse estoque regulador não será uma medida imediata, mas uma estratégia a ser construída pela estatal e pelo governo ao longo do tempo.
Ao comentar a escalada do conflito no Oriente Médio, em especial na região do Estreito de Ormuz, por onde passa uma parcela significativa do petróleo mundial, o presidente relacionou o cenário internacional à vulnerabilidade dos países dependentes de importações de combustíveis.
Segundo ele, a existência de um estoque regulador protegeria o Brasil de choques de oferta e de aumentos abruptos de preços em situações de guerra ou bloqueios de rotas estratégicas de escoamento de petróleo.
Atualmente, o Brasil não dispõe de reservas estratégicas de petróleo, mas conta com estoques operacionais de combustíveis, mantidos para evitar desabastecimento nos postos entre a chegada de navios importados ou o processamento nas refinarias.
Cerca de 30% do diesel consumido no país ainda é importado, o que, de acordo com o governo, aumenta a exposição a crises globais e reforça a necessidade de um planejamento de longo prazo.
Para Lula, mesmo que a criação de reservas estratégicas tenha custo elevado, a medida seria fundamental para garantir a soberania nacional e a proteção contra movimentos especulativos no mercado em momentos de instabilidade.
O presidente mencionou como referência as reservas internacionais brasileiras em moeda estrangeira, que somaram US$ 364,4 bilhões em janeiro deste ano, apontando esse colchão financeiro como um fator de resiliência do país diante de crises mundiais.
Lula afirmou ainda que o governo pretende realizar os investimentos necessários para melhorar a infraestrutura existente ou mesmo construir novas refinarias, articulando esse esforço a um plano de produção e formação de estoques de combustíveis.
Ele citou que outras grandes economias mantêm estoques expressivos de petróleo e derivados como medida de segurança energética, associando essa prática à política recorrente de atuação em cenários de conflito.
A Petrobras anunciou investimentos de R$ 9 bilhões na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, Minas Gerais. Lula lembrou que, no governo anterior, a unidade esteve em processo de desinvestimento e operava com apenas 60% de sua capacidade instalada.
Atualmente, a Regap funciona com 98% de utilização, com processamento e refino de 170 mil barris de petróleo por dia. Com um primeiro aporte de R$ 3,8 bilhões, a meta é atingir 200 mil barris por dia até o fim de 2027.
Para os cinco anos seguintes, está prevista a ampliação da capacidade de produção para 240 mil barris diários, com investimentos adicionais de R$ 5,2 bilhões, consolidando a Regap como uma das peças centrais da estratégia de refino da companhia.
Durante o evento em Betim, Lula também participou da inauguração de uma usina fotovoltaica destinada a reduzir em 20% o consumo de energia da Regap.
O projeto foi financiado com recursos do Fundo de Descarbonização da Petrobras, criado para apoiar iniciativas voltadas à redução das emissões e à descarbonização das operações da empresa.
Segundo o governo federal, as iniciativas anunciadas na refinaria ampliam a capacidade de produção de combustíveis, contribuem para a transição energética, geram empregos e reforçam a confiabilidade operacional da unidade.