STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visita, na manhã desta sexta-feira (20/03/2026), a Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ao lado da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, ele participa do anúncio de um pacote de investimentos bilionário em Minas Gerais, com foco na modernização da unidade e na expansão de iniciativas voltadas a combustíveis com menor pegada de carbono.
Refinaria Gabriel Passos em Betim, na Grande BH
Foto: (Divulgação/Petrobras)
De acordo com informações apresentadas no contexto do evento, o plano prevê R$ 3,8 bilhões em investimentos em Minas Gerais até 2030, com possibilidade de chegar a R$ 9 bilhões em um horizonte de 10 anos. As projeções incluem a criação de cerca de 8 mil postos de trabalho ligados a ações na Regap no ciclo do Plano de Negócios 2026-2030 e potencial de até 36 mil empregos até 2036, em um cenário ampliado.
Esses números foram apresentados no contexto da agenda em Betim e ainda dependem de confirmação em nota oficial específica do Palácio do Planalto ou da Petrobras sobre o evento desta sexta-feira. Até o momento, a referência pública mais estruturada é o Plano de Negócios 2026-2030 e materiais institucionais relacionados.
O eixo central dos investimentos é a modernização da Refinaria Gabriel Passos, com foco em ganho de eficiência, aumento de capacidade e adaptação para combustíveis mais sustentáveis. A Regap vem sendo tratada como peça estratégica no parque de refino da Petrobras e na transição para produtos com conteúdo renovável.
Segundo comunicado oficial sobre o Plano de Negócios 2026-2030, a Petrobras inclui no planejamento aportes em biorrefino e em combustíveis com conteúdo renovável, com menção explícita a adaptações na Regap para produção de SAF (combustível sustentável de aviação) via coprocessamento. O documento detalha diretrizes e carteira de investimentos do ciclo 2026-2030, servindo de base para projetos industriais e metas corporativas.
No contexto da agenda em Betim, a expectativa é que a refinaria avance em combustíveis com menor pegada de carbono, alinhando-se à demanda crescente por soluções energéticas mais limpas e a metas de descarbonização, especialmente no setor de aviação.
Hoje, a Regap processa cerca de 166 mil barris de petróleo por dia, o que a coloca como uma das unidades relevantes no sistema de refino da Petrobras. Está em andamento um projeto para ampliar esse volume em 25 mil barris por dia, elevando a capacidade para 191 mil barris diários. A expectativa apresentada no contexto do anúncio é de que o aumento de produção comece a se refletir a partir de 2027.
Essa ampliação tende a reforçar o papel da refinaria no abastecimento de derivados em Minas Gerais e na Região Metropolitana de Belo Horizonte, com reflexos na logística de combustíveis e na cadeia de serviços associada ao setor.
Investimentos desse porte costumam movimentar fortemente a economia regional. Para Betim e cidades do entorno, a perspectiva é de impacto direto e indireto sobre empregos, serviços e fornecedores, especialmente durante as fases de obras, manutenção e ampliação de unidades.
No caso da Regap, a Petrobras informa que há 16 mil fornecedores cadastrados, com 480 contratos ativos e um montante de R$ 28 bilhões contratados. A tendência é de que um novo ciclo de projetos na refinaria fortaleça essas relações e abra espaço para mais contratos em engenharia, construção, logística, segurança e serviços especializados.
A inserção da Regap no mapa da transição energética passa pela incorporação de combustíveis com conteúdo renovável, como o SAF, e pela adaptação de processos para reduzir emissões. O Plano de Negócios 2026-2030 já aponta a refinaria como uma das unidades que receberão investimentos específicos para produção de combustível sustentável de aviação via coprocessamento.
Esse movimento posiciona a Regap em um mercado em expansão, impulsionado tanto por demandas regulatórias e metas ambientais quanto por compromissos assumidos por companhias aéreas e outros consumidores de combustíveis de menor impacto climático.
Ainda há etapas de apuração e confirmação em andamento em relação ao anúncio desta sexta-feira em Betim. Entre os pontos que devem ser esclarecidos em notas oficiais do governo federal e da Petrobras estão a distribuição dos valores por projeto, cronogramas específicos, processos de licitação e metas de entrega.
Também permanece em aberto o detalhamento de quais unidades e processos da Regap serão modernizados, como será operacionalizada a expansão da capacidade para 191 mil barris por dia e quais marcos estão previstos entre 2026 e 2027.
No plano local, a expectativa é acompanhar a reação da prefeitura de Betim, de entidades industriais e de sindicatos a respeito do potencial de geração de vagas, das necessidades de qualificação profissional e dos impactos urbanos decorrentes de um ciclo ampliado de investimentos na refinaria.