Passageiro é detido após depredar ônibus lotado na Avenida Brasil, no Caju

Segundo o motorista, homem se revoltou porque o coletivo da linha 384 (Passeio x Pavuna) não parou fora do ponto permitido e causou danos no veículo; caso foi registrado na 22ª DP (Penha).

20/03/2026 às 10:39 por Redação Plox

Um passageiro foi detido na noite de quinta-feira (19) após depredar um ônibus que trafegava pela Avenida Brasil, na altura do Caju, na Zona Norte do Rio. Segundo relatos de testemunhas e do motorista, o homem se exaltou dentro do coletivo da linha 384 (Passeio x Pavuna), da Viação Pavunense, que seguia pela pista seletiva, faixa com regras específicas de circulação e paradas.


Ônibus foi levado para a 22ª DP (Penha), onde o caso de depredação foi registrado

Ônibus foi levado para a 22ª DP (Penha), onde o caso de depredação foi registrado

Foto: Reprodução


Discussão após negativa de parada irregular

De acordo com o registro da ocorrência, o conflito começou quando o motorista se recusou a parar em um ponto não permitido na pista seletiva. O veículo estava lotado no momento da confusão, o que aumentou o clima de tensão entre os passageiros.

O condutor, identificado como Rodrigo Viana dos Santos, relatou que o passageiro partiu para a depredação após ouvir a negativa. Ainda segundo o motorista, o homem quebrou a porta do ônibus, tentou danificar uma janela e atingiu outros itens do interior do veículo. Imagens registradas no local mostram danos como porta quebrada e lixeira destruída, reforçando o impacto da ação.

Passageiros relataram medo e nervosismo durante o episódio, que terminou com o fim abrupto da viagem e o deslocamento de todos até a delegacia para prestar depoimento. A situação também gerou atraso no trajeto de quem voltava para casa ou do trabalho naquele horário.

Papel da pista seletiva e conflito com passageiros

O caso expôs mais uma vez os conflitos na pista seletiva da Avenida Brasil, que funciona com regras rígidas e não permite paradas fora dos pontos determinados. A recusa do motorista em atender ao pedido do passageiro, por se tratar de um local não autorizado, foi o estopim para a depredação.

Para quem estava no ônibus, a cena representou risco de ferimentos, especialmente com a tentativa de quebrar a janela e o rompimento de partes da estrutura do coletivo. A interrupção da viagem e o encaminhamento forçado até a delegacia completaram o transtorno para os usuários.

Atuação da polícia e registro na delegacia

Segundo o relato incluído no boletim, policiais militares do Batalhão de Ações com Cães (BAC) passavam pela região e foram acionados pelo motorista. O ônibus foi levado para a 22ª DP (Penha), responsável pelo registro do caso.

O suspeito foi autuado por dano qualificado e permaneceu detido, havendo possibilidade de fiança prevista para esse tipo de crime, a depender da avaliação da autoridade policial e do enquadramento formal no procedimento.

Até o momento descrito no texto original, detalhes como a identidade completa do suspeito e a confirmação oficial do flagrante ainda estavam em apuração, assim como eventuais posicionamentos da empresa responsável pela linha ou de órgãos do sistema de transporte.

O episódio, ocorrido em um ônibus lotado em uma das principais vias expressas do Rio, recoloca em evidência a combinação de violência, tensão diária no transporte público e as restrições de operação em corredores seletivos como o da Avenida Brasil.


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