Vídeo mostra momento em que ponte JK desaba e arrasta caminhões e moto no Rio Tocantins

Imagens revelam o colapso da estrutura entre Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA); famílias e empresas dizem não ter recebido indenizações, e DNIT afirma que casos estão judicializados

20/03/2026 às 15:53 por Redação Plox

Novas imagens que circulam nas redes sociais revelam ângulos inéditos do desabamento da ponte JK, que ligava Aguiarnópolis (TO) a Estreito (MA). Nos vídeos, é possível ver com clareza o momento em que caminhões e uma moto são arremessados junto com a estrutura que cede sobre o Rio Tocantins.



Vídeo: YouTube



O colapso ocorreu em 22 de dezembro de 2024, pouco antes das 15h. O vão central da ponte se deformou e desabou, arrastando veículos para o fundo do rio. A tragédia deixou 14 mortos, três pessoas desaparecidas e um ferido.

Vídeos publicados nas redes sociais mostram o colapso da ponte JK, em dezembro de 2024.

Vídeos publicados nas redes sociais mostram o colapso da ponte JK, em dezembro de 2024.

Foto: Divulgação / Corpo de Bombeiros.


Vídeos mostram sequência do desabamento

As novas gravações indicam que a travessia seguia normalmente até que a ponte começa a afundar e, em seguida, desmorona. As imagens foram divulgadas pela página Web TV Jaguar News, que publicou os registros em redes sociais.


A ponte JK, inaugurada em 1960, era alvo de reclamações de usuários havia anos. A última grande reforma na estrutura ocorreu entre 1998 e 2000. Um laudo da Polícia Federal concluiu que o desabamento foi provocado pela deformação do vão central causada pelo excesso de peso dos veículos.

Famílias seguem sem indenização

Famílias de vítimas ainda aguardam indenizações. Três pessoas que estavam na ponte no momento do desabamento continuam desaparecidas, e parentes e atingidos cobram providências. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) afirma que as demandas de compensação estão judicializadas e que estuda mutirões para buscar soluções consensuais.


No início da semana, a advogada Melissa Fachinello divulgou outros trechos de imagens captadas por câmeras instaladas em caminhões que afundaram no Rio Tocantins. Ela representa empresas e pescadores afetados e sustenta que o DNIT ainda não iniciou o pagamento de indenizações a esses trabalhadores.


Segundo a profissional, pescadores da região aguardam definição sobre danos materiais, perda de renda e outras consequências do desabamento. As ações mencionam tanto os impactos diretos do acidente quanto os reflexos na atividade de pesca após o colapso da estrutura.


A advogada classificou o episódio como uma tragédia que poderia ter sido evitada e cobrou respeito às vítimas e responsabilização pelo ocorrido. Ela defende que a reparação financeira chegue a quem foi atingido, sem prolongar ainda mais o sofrimento das famílias.

Relembre o acidente na ponte JK

O desabamento aconteceu por volta das 14h50 do dia 22 de dezembro de 2024. Caíram no Rio Tocantins três motos, um carro, duas caminhonetes e quatro caminhões. Dois desses veículos transportavam 76 toneladas de ácido sulfúrico e outros dois levavam 22 mil litros de defensivos agrícolas, aumentando o potencial de danos ambientais e econômicos.


Antes da queda, moradores do Tocantins e do Maranhão já vinham alertando autoridades sobre a situação da ponte. O colapso ocorreu exatamente no momento em que o vereador de Aguiarnópolis Elias Júnior, do Republicanos, filmava o local para denunciar problemas na estrutura.


O que restou da ponte passou por implosão em fevereiro de 2025. Em seguida, começaram as obras da nova ponte na BR-226. A nova estrutura foi inaugurada em 22 de dezembro de 2025, um ano após a tragédia, marcando a retomada definitiva da ligação viária entre os dois estados.

Posicionamento do DNIT sobre as indenizações

Em nota, o DNIT informou que as demandas de indenização relacionadas ao desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek, entre Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO), em dezembro de 2024, estão atualmente em discussão na Justiça. Há ações movidas por particulares, entes públicos, como o Ministério Público, e organizações da sociedade civil.


Nesses processos, são pleiteadas diferentes modalidades de ressarcimento, incluindo danos materiais, danos morais, lucros cessantes e eventuais danos ambientais. O órgão afirma que estão em tratativas com a Justiça Federal iniciativas para realização de mutirões voltados à busca de soluções consensuais, com o objetivo de dar maior celeridade e efetividade às respostas às famílias atingidas.


De acordo com o DNIT, também existe a possibilidade de celebração de acordos, dentro dos procedimentos e critérios estabelecidos pela Portaria nº 498/AGU, a partir da análise de viabilidade jurídica e administrativa das propostas apresentadas pelas partes envolvidas.

O DNIT informa que as demandas relacionadas às indenizações decorrentes do desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek, ocorrido entre Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO), em dezembro de 2024, encontram-se atualmente judicializadas.
Há diversas ações em tramitação, ajuizadas por particulares, por entes públicos — como o Ministério Público — e por organizações da sociedade civil. Nessas demandas, são discutidos diferentes tipos de indenização, incluindo danos materiais, danos morais, lucros cessantes e eventuais danos ambientais.
Nesse contexto, estão em tratativas, junto à Justiça Federal, iniciativas voltadas à realização de mutirões com foco na busca de soluções consensuais, com o objetivo de conferir maior celeridade e efetividade às respostas às famílias atingidas. Também há a possibilidade de celebração de acordos, observados os procedimentos e critérios estabelecidos na Portaria nº 498/AGU, a partir da análise de viabilidade jurídica e administrativa das propostas apresentadas pelas partes envolvidas.
No momento, não é possível estabelecer uma previsão geral para o pagamento das indenizações. No caso das ações judiciais, eventuais pagamentos dependerão do regular andamento processual e ocorrerão por meio de requisições judiciais, como precatórios ou RPVs (Requisições de Pequeno Valor), após decisão definitiva.
A condução das demandas judiciais envolve a atuação da Advocacia-Geral da União (AGU), por meio do DNIT e dos órgãos de representação judicial da autarquia, em articulação com o DNIT e demais órgãos competentes.
As famílias interessadas devem acompanhar o andamento de seus processos por intermédio de seus advogados, no caso de ações individuais, ou por meio do Ministério Público e de associações representativas, nas ações coletivas.
Por fim, destaca-se que há diversas ações judiciais em curso sobre o tema, em diferentes fases processuais — incluindo fase inicial, produção de provas, análise judicial e tentativas de conciliação —, o que reforça a complexidade do caso e a necessidade de tratamento individualizado das demandas.

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