Mateus Simões exonera secretário da Fazenda e nomeia Luciana Mundim após crise interna

Edição extra do Diário Oficial confirmou a saída de Luiz Cláudio Gomes e a promoção da então secretária-adjunta; oposição cobra explicações

20/04/2026 às 22:12 por Redação Plox

O governador Mateus Simões (PSD) publicou, na noite desta segunda-feira (20/4), uma edição extra do diário oficial para formalizar mudanças na Secretaria de Fazenda do estado. O ato confirma a demissão de Luiz Cláudio Gomes e a nomeação de Luciana Mundim para o comando da pasta. Ela era secretária-adjunta e passa a ocupar o cargo de titular.

Dênio Simões/Agência Brasília

Dênio Simões/Agência Brasília


Edição extra confirma troca no comando da Fazenda

O documento divulgado pelo governo registra a saída de Luiz Cláudio e a efetivação de Luciana Mundim. A mudança ocorre após uma sequência de episódios que expôs tensão interna na estrutura da secretaria.

Demissão na corregedoria precipitou a crise

Segundo o relato do próprio episódio, a crise foi precipitada pela demissão do chefe da Corregedoria da Secretaria de Fazenda, José Henrique Righi Rodrigues. A exoneração foi feita por Luiz Cláudio sem alinhamento prévio com Simões e chegou a ser publicada na sexta-feira (17/4).

No entanto, a decisão foi revertida no dia seguinte, após repercussão interna. A escalada do desgaste culminou nesta segunda-feira (20/4), quando o governo oficializou a demissão do secretário.

O Governo de Minas Gerais comunica a exoneração do secretário de Estado da Fazenda, Luiz Cláudio Gomes Governo de Minas Gerais

Oposição cobra explicações e aponta disputas internas

A oposição ao governador questiona os motivos da troca e afirma que a secretaria vive um cenário de “ausência de comando”, marcado por disputas internas. O deputado Professor Cleiton (PV) classificou o episódio como grave e criticou a condução das mudanças na corregedoria.

Na Secretaria da Fazenda de Minas Gerais, ocorreu algo grave. Nos últimos dias, nós vimos não um fato isolado, mas um escândalo administrativo. A prova de que a pasta não tem mais comando. Simplesmente o secretário não manda mais. Ele exonerou de uma só vez toda a cúpula da Corregedoria, órgão responsável por investigar irregularidades dentro da própria secretaria. Mas no dia seguinte, ele recuou, voltou atrás, refez tudo — não por convicção, não por legalidade, mas por pressão Professor Cleiton (PV)

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