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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta segunda-feira (20) a ameaça de veto do governo dos Estados Unidos à participação da África do Sul no G20, grupo que reúne as maiores economias do planeta e a União Europeia (UE).
Segundo o relato, o presidente norte-americano Donald Trump disse que não convidaria o líder sul-africano Cyril Ramaphosa para o próximo encontro do G20, previsto para novembro, nos EUA, país que preside o fórum neste ano. O texto também afirma que, desde o ano passado, Trump tem promovido falsas acusações contra o governo sul-africano relacionadas a uma lei de reforma agrária aprovada no país e que, recentemente, determinou o fim de ajuda financeira à África do Sul.
Ricardo Stuckert / PR
Eu disse ao Ramaphosa [presidente da África do Sul], esta semana, que os Estados Unidos não têm o direito de proibir um membro fundador do G20 de participar do bloco. Eu disse ao Ramaphosa que ele deve comparecer ao G20. Ele não pode deixar de ir porque o Trump disse para ele não ir. Vamos lá ver o que vai acontecer, se vão deixar ele entrar ou não.
Lula
Em entrevista em Hanôver, na Alemanha, após se reunir com o chanceler Friedrich Merz, Lula afirmou que, se estivesse no lugar de Ramaphosa, iria ao encontro não como convidado, mas como membro fundador do G20. O presidente está em viagem oficial à Europa: já passou pela Espanha e, depois da visita à Alemanha, seguirá para Portugal antes de retornar a Brasília.
Questionado por jornalistas, Lula reiterou que as acusações de Trump sobre um “genocídio branco” na África do Sul são inverídicas. Para o presidente brasileiro, Trump não tem direito nem poder para vetar a participação de um país do G20, e uma medida desse tipo fragilizaria o grupo.
Lula também recordou que o G20 é um fórum multilateral do qual participou da criação, no contexto da crise econômica de 2008 — descrita no texto como uma crise “nascida no coração dos EUA”. Segundo ele, o grupo foi estabelecido para lidar com problemas econômicos e os 20 membros fundadores têm direito de participar.