Japão mantém alerta máximo após terremoto 7,7 e risco de novo abalo acima de 8,0
Agência meteorológica indica aumento do risco de um grande terremoto na próxima semana; tremor gerou tsunami com ondas de 80 cm e não há registro de feridos ou danos graves.
20/04/2026 às 14:15por Redação Plox
20/04/2026 às 14:15
— por Redação Plox
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O Japão segue em alerta máximo para possíveis tremores secundários após a agência meteorológica do país indicar aumento do risco de um grande terremoto — de magnitude 8,0 ou superior — na próxima semana. Nesta segunda-feira (20), a costa nordeste japonesa foi atingida por um terremoto de magnitude 7,7.
Com o abalo, houve a ocorrência de tsunami. As ondas chegaram a 80 cm e, até o momento, não há registro de feridos ou de danos materiais graves.
Vista aérea mostra mar agitado pós-terremoto no Japão
Foto: • X/ Redes Sociais
Tsunami foi rebaixado, mas orientação é evitar a costa
Além dos tremores, a atividade submarina na costa da província de Iwate levou à emissão de alertas de tsunami na região e provocou oscilações sentidas em Tóquio, capital do país, a cerca de 530 km da província.
Os avisos de tsunami foram rebaixados para “alertas de observação”, o nível mais baixo. Ainda assim, a população continua orientada a permanecer longe da costa.
Governo monta força-tarefa e ONU diz não haver anormalidades nucleares
Segundo a primeira-ministra Sanae Takaichi, o governo criou uma força-tarefa de emergência e pediu que cidadãos em áreas afastadas procurem locais seguros.
O órgão de vigilância nuclear da ONU informou ter sido comunicado por autoridades japonesas de que não foram registradas anormalidades nas instalações nucleares do país.
País está entre os mais afetados por terremotos no mundo
Por sua localização geográfica, o Japão é um dos países mais propensos a terremotos no planeta, com um tremor ocorrendo pelo menos a cada cinco minutos. A “terra do sol nascente” está no Círculo de Fogo, faixa marcada por vulcões e fossas oceânicas.
Em 2011, o país viveu uma catástrofe após um terremoto de magnitude 9,0, seguido por um tsunami. Na época, mais de meio milhão de pessoas deixaram suas casas, e a tragédia resultou na morte de 22 mil pessoas.