Corpo de triatleta brasileira que morreu no Ironman passará por autópsia
Família de Mara Flávia Araújo busca orientações com o Consulado do Brasil; causa oficial ainda não foi divulgada
20/04/2026 às 09:36por Redação Plox
20/04/2026 às 09:36
— por Redação Plox
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O corpo da triatleta brasileira Mara Flávia Araújo, que morreu no sábado (17) durante a etapa de natação do Ironman Texas, nos Estados Unidos, deve passar por autópsia nesta segunda-feira (20). A informação foi confirmada pela irmã da atleta, Melissa Araújo.
Segundo Melissa, a família está em contato com o Consulado do Brasil para entender como será realizado o procedimento.
Mara Flávia tinha 38 anos e morava em São Paulo. Ela participava de provas de triatlo havia cerca de 10 anos e já havia competido em provas do circuito Ironman. Até o momento, a causa da morte não foi divulgada, e também não há informações sobre quando ocorrerá o enterro no Brasil.
Atleta Mara Flávia morreu durante competição nos EUA.
Foto: Reprodução / Redes sociais.
Buscas no lago e retirada do corpo
De acordo com autoridades locais, o corpo da atleta foi encontrado a cerca de 3 metros de profundidade, no fundo do lago onde a prova era realizada.
Em entrevista à emissora local KPRC 2 News, o chefe do Corpo de Bombeiros de The Woodlands, Palmer Buck, afirmou que a vítima foi localizada por equipes de resgate por volta das 9h de sábado (horário local), após cerca de uma hora e meia de buscas no Lake Woodlands, próximo ao Northshore Park.
A vítima foi encontrada a cerca de 3 metros de profundidade, no fundo do lago
Palmer Buck, chefe do Corpo de Bombeiros de The Woodlands, à KPRC 2 News
Segundo Buck, a operação começou após o relato de um “nadador desaparecido” durante a prova. Inicialmente, as equipes atuaram em uma tentativa de resgate, mas a ação foi convertida em operação de recuperação após a identificação da vítima.
O chefe dos bombeiros informou ainda que uma equipe de mergulho foi acionada após a localização do ponto provável, já que a visibilidade subaquática foi descrita pelos bombeiros como “zero”. O corpo foi retirado da água por volta das 9h30 e levado até a margem, onde a morte foi constatada no local.
As autoridades afirmaram que um integrante da equipe de apoio da prova relatou ter visto um nadador submergir durante a etapa de natação, o que motivou o acionamento imediato das equipes de emergência.
O Corpo de Bombeiros também informou que havia embarcações de apoio posicionadas no lago para acompanhar a prova, o que permitiu o início rápido das buscas. Mesmo assim, os socorristas relataram dificuldades operacionais, como a presença de outros nadadores e embarcações na água durante a competição.
Investigação e posicionamento do Ironman
O gabinete do xerife do Condado de Montgomery, responsável pela investigação, confirmou que a morte ocorreu por afogamento durante a etapa de natação e informou que o caso segue em apuração.
Em nota divulgada após o caso, a organização do Ironman lamentou a morte e afirmou que presta apoio aos familiares.
Como era a prova no Texas
De acordo com a CBS News, a programação oficial do evento indicava que a etapa de natação começaria por volta das 6h30 no North Shore Park. A prova incluía uma travessia até o Lago Woodlands, com cerca de 3,9 quilômetros e temperatura média da água de aproximadamente 23 °C.
Ainda conforme a imprensa norte-americana, o Gabinete do Xerife do Condado de Montgomery e o Corpo de Bombeiros de Woodlands informaram que receberam uma ligação por volta das 6h relatando o desaparecimento da participante.
As autoridades disseram que a baixa visibilidade na água dificultou as operações de resgate, mas o radar conseguiu detectar a atleta. O canal FOX informou que o corpo foi retirado do lago por volta das 9h.
Nas redes sociais, a organização da competição também confirmou a morte e lamentou o ocorrido, informando que prestaria apoio à família e agradecendo aos socorristas.
Quem era Mara Flávia
Mara Flávia tinha 58 mil seguidores nas redes sociais, onde compartilhava a rotina de treinos. Formada em jornalismo e marketing, ela se apresentava como “prova viva da mudança”.
Em uma publicação, relatou que começou a carreira aos 18 anos, vendendo espaço de propaganda em uma rádio na cidade de São Carlos, no interior de São Paulo, onde também apresentava um programa de esportes radicais.
Depois, mudou-se para a capital paulista, onde trabalhou com comunicação social e mídia. Foi em São Paulo, após o diagnóstico de um problema de saúde, que passou a investir no esporte, tornando-se, em 2019, triatleta.
Em 2022, ela informou nas redes sociais que havia conquistado a terceira colocação no Triatlo Brasília, vencido duas edições do GP Brasil e obtido duas classificações mundiais para o 70.3.