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Coronavírus: Governo divulga protocolo que autoriza uso da cloroquina em casos leves 

20/05/2020 11:35

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Na manhã desta quarta-feira (20), o Ministério da Saúde divulgou o novo protocolo que autoriza o Sistema ùnico de Saúde (SUS), a utilizar a cloroquina e a hidroxicloroquina no tratamento dos pacientes, em casos leves de coronavírus.

O presidente Jair Bolsonaro disse nessa terça-feira (19), que o novo protocolo sairia hoje. Esse protocolo foi um dos motivos que geraram atritos entre o presidente e os ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich.

No termo que deve ser assinado pelo paciente ou responsável, é explicado que o uso das substâncias pode gerar efeitos colaterais, como disfunção do fígado e disfunções cardíacas.

“Fui devidamente informado(a), em linguagem clara e objetiva pelo(a) médico(a), que:
1. A cloroquina e a hidroxicloroquina são medicamentos disponíveis há muitos anos para a prevenção e tratamento da malária e também para o tratamento de algumas doenças reumáticas como artrite reumatoide e lúpus. Investigadores chineses demonstraram a capacidade dessas drogas de inibir a replicação do coronavírus em laboratório (in vitro). Um estudo francês mostrou que a eliminação do coronavírus da garganta de portadores da COVID-19 se deu de forma mais rápida com a utilização da combinação de hidroxicloroquina e o antibiótico azitromicina, quando comparados a pacientes que não usaram as drogas. Entretanto, não há, até o momento, estudos demonstrando melhora clínica dos pacientes com COVID-19 quando tratados com hidroxicloroquina; 
2. A Cloroquina e a hidroxicloroquina podem causar efeitos colaterais como redução dos glóbulos brancos, disfunção do fígado, disfunção cardíaca e arritmias, e alterações visuais por danos na retina.”


No termo, ainda consta que não existe garantia e de resultados positivos e que, os efeitos colaterais, podem causar óbito em alguns casos.

“Compreendi, portanto, que não existe garantia de resultados positivos, e que o medicamento proposto pode inclusive agravar minha condição clínica, pois não há estudos demonstrando benefícios clínicos; Estou ciente de que o tratamento com cloroquina ou hidroxicloroquina pode causar os efeitos colaterais descritos acima, e outros menos graves ou menos frequentes, os quais podem levar à disfunção grave de órgãos, ao prolongamento da internação, à incapacidade temporária ou permanente, e até ao óbito. Também fui informado (a) que independente do uso da cloroquina ou hidroxicloroquina, será mantido o tratamento padrão e comprovadamente benéfico que inclui medidas de suporte da respiração e oxigenação, ventilação mecânica, drogas para sustentar a pressão e fortalecer o coração, hemodiálise e antibióticos, entre outras terapias oferecidas a pacientes que estão criticamente doentes.”

Veja o termo na íntegra

 

termo-cloroquinaFoto: reprodução
 

 

termo-cloroquina-2Foto: reprodução
 


 



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