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    Empresas de transporte coletivo do Vale do Aço reivindicam tarifa única de R$ 7,58 para o público

    Concessionárias pedem reajuste de 84%,que elevaria o preço da passagem de R$ 4,10 para R$ 7,58 em Fabriciano; Ofício com contraproposta dos municípios será enviado nos próximos dias

    Por Plox

    20/05/2022 19h09 - Atualizado há cerca de 1 mês

    Os prefeitos das cidades de Coronel Fabriciano, Dr. Marcos Vinicius; Timóteo, Douglas Wilkis e Santana do Paraíso, Bruno Morato; voltaram a se reunir nesta sexta-feira (20) para buscar uma solução conjunta sobre o reajuste das tarifas do transporte público municipal. O encontro aconteceu novamente em Coronel Fabriciano.

    As concessionárias reivindicam o reajuste de 59%, com base no IGPM de setembro de 2019 a abril 2022, uma vez que os valores ficaram congelados por dois anos, além de outros custos que resultaram num aumento total de 84% no preço das passagens. No caso de Fabriciano, a tarifa passaria dos atuais R$ 4,10 para R$ 7,58, conforme novo ofício enviado pela Autotrans na última quinta-feira (19). O índice foi rejeitado.

    Foto: Arquivo/ Plox

     

    Durante o encontro foi acordado que os municípios vão analisar criteriosamente o requerido realizando os estudos técnicos necessários e será respondido via ofício aos consórcios nos próximos dias. A intenção dos prefeitos é garantir a continuidade do serviço pelo consórcio, mas sem prejudicar o usuário. O prefeito de Ipatinga não participou da reunião.

    O prefeito de Coronel Fabriciano, Dr. Marcos Vinícius, “deixou claro que caso este índice de aumento não seja balizado, o município assumirá o transporte urbano, criando o transporte público municipal”, anuncia. 

    O Estado de Minas Gerais já promoveu o reajuste tarifário das linhas intermunicipais.

    O valor a ser sugerido pelas três cidades levará em conta o subsídio previsto no PL 4.392/21, que aporta recursos federais para custear a tarifa gratuita às pessoas com mais de 65 anos, por três anos. A proposta é que o aporte seja feito pela União a estados, Distrito Federal e municípios que oferecem serviços de transportes públicos coletivos urbanos regulares, via fundos de transporte público coletivo com distribuição proporcional à população usuária em cada localidade, diminuindo assim o custo do serviço às concessionárias.

    O PL já foi aprovado pelo Senado e Câmara Federal e aguarda a sanção do presidente.

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