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    Queda de cabelo pode piorar no inverno; saiba como reverter

    Com a chegada das temperaturas mais frias, o cabelo também merece cuidados

    Por Plox

    20/06/2021 19h15 - Atualizado há 3 meses

    O corpo humano passa por muitas alterações seguindo as estações do ano, assim como acontece com os animais. Um dos sinais mais evidentes a serem observados nos próximos meses, com a chegada do inverno, é o aumento da queda de cabelo.

    Segundo especialistas, os cabelos crescem, em média, um centímetro por mês. Nessa época de frio, acredita-se que perder em torno de 100 fios por dia ainda seja algo normal. Porém, a médica dermatologista Hellisse Bastos explica ainda que “as quedas capilares, assim como unhas fracas e outras alterações na pele estão fortemente relacionadas ao estado da nossa saúde. Elas são uns dos primeiros sinais que pode estar relacionado a deficiência/insuficiência de micronutrientes, vitaminas e até mesmo hormonais”.

    A médica pondera que a dermatologia é uma especialidade de prevenção, “pois ninguém morre de queda de cabelo, por exemplo. Nosso organismo é tão sábio que ele retira nutrientes de órgãos menos vitais e envia para os mais vitais para restabelecer a ordem. Por isso, as quedas de cabelo devem sempre ser investigadas no intuito de prevenir, trazer uma melhor saúde e é claro, deixar os fios mais saudáveis!”

    Se há situações em que a pessoa está com fios danificados, picaços, sem brilha e sem vida, Hellisse lembra que “a queda de cabelo não deve ser somente encerrada como uma questão estética, daí é importante estar alerta, pois muitas doenças estão relacionadas a isso também”. Contudo, algumas ações simples do dia a dia podem minimizar este problema. Segundo a dermatologista, “seguir algumas medidas podem ajudar a pessoa a ter cabelos mais fortes e saudáveis em todas as estações”.

    Para Dra. Hellisse, “é importante que a pessoa saiba utilizar os produtos corretos, na quantidade certa. Além disso, o mais recomendado é que a pessoa utilize os produtos adequados para seu tipo de couro cabeludo, pois existem diferenças entre eles”.

    Quem concorda com esta afirmação é a especialista em Cosmetologia Avançada e cientista Jackeline Alecrim. “Assim como a pele, o couro cabeludo pode ser normal, seco ou oleoso. Por isso, a pessoa deve saber qual é o seu tipo, pois isso é primordial para escolher os produtos certos. Quanto a frequência de lavagem é diretamente influenciada pelo tipo de cabelo e pelo padrão de produção de oleosidade de cada um. Mas o recomendado é que a frequência de lavagem não seja menos que três vezes por semana, para evitar acúmulo excessivo de sujeira, células mortas e oleosidade no couro cabeludo, já que isso aumenta a proliferação de fungos e bactérias, podendo causar dermatites no couro cabeludo.”

    A médica dermatologista revela que “a água muito quente pode irritar o couro cabeludo, e isso leva a produção de oleosidade pelas glândulas sebáceas. Consequentemente, é um caminho aberto para a dermatite seborreica e caspa, além de ressecar a fibra do cabelo, deixando os fios sem brilho. Água morna é a melhor opção”, reforça.

    “A umidade presente no couro cabeludo pode ser um facilitador para a proliferação de fungos e bactérias causadoras de dermatites e caspa. Portanto, na hora de dormir, seque bem os cabelos”, destaca Hellisse Bastos.

    Porém, de acordo com Jackeline Alecrim, a tendência, após quadros de eflúvio telógeno, é que os fios sejam recuperados. “O paciente pode ter uma perda abrupta, mas como não se trata de uma doença no couro cabeludo e sim uma condição transitória, esse cabelo tende a ser recuperado”.

     

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