MPMG denuncia fabricianense por homicídio triplamente qualificado em Iapu

O jovem foi morto com diversos golpes de instrumento perfurante na região torácica e do pescoço, causando-lhe hemorragia torácica interna e hemorragia externa

Por Plox

20/06/2023 14h48 - Atualizado há 11 meses

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Inhapim, denunciou um fabricianense de 30 anos pela prática de homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e meio que dificultou a defesa da vítima) contra Diego Bahia De Sousa, de 19 anos de idade.

Como noticiado pela Plox, o crime ocorreu na noite do dia 24 de maio de 2023, na rua Pedro Lopes de Souza, Bairro Caixa D’água, em Iapu, no Vale do Aço. O jovem foi morto com diversos golpes de instrumento perfurante na região torácica e do pescoço, causando-lhe hemorragia torácica interna e hemorragia externa.

Segundo a Polícia Militar (PM), Diego chegou a ser atendido no posto de saúde municipal. Inicialmente, familiares do rapaz suspeitavam que ele tivesse sofrido um acidente durante a reforma de um imóvel. Já na casa de saúde, o jovem não apresentava sinais vitais e teve o óbito constatado pelo médico de plantão.

Fórum Anastácio Chaves, em Inhapim. Foto: Google Street View/Reprodução.

 

Ameaças constantes

Segundo informações apuradas pela PM e que consta no documento protocolado pela promotoria, “o denunciado reiteradamente ameaçava a vítima de morte, via aplicativo de mensagem, sendo esta prática habitual do imputado com os indivíduos que tinham dívidas de entorpecentes para com ele. Consta ainda, que em data pretérita, o autor já havia desferido tapas no rosto do ofendido”. Diz a denúncia.

Como a dívida não foi quitada, o auto foi a residência da vítima, com um objeto perfurante e, de forma repentina, desferiu diversos golpes nas costas e no pescoço de Diego.

O MPMG avaliou que o crime teve três qualificadoras. A primeira foi por motivo torpe, “na medida em que o autor matou a vítima como forma de retaliação a uma dívida de drogas contraída por ela, do que se denota o somenos valor que atribui à vida humana”. Avaliou a promotoria.

A denúncia também aponta que houve emprego de meio cruel “por conta da selvageria e da barbaridade da conduta do autor, que perpetrou vários golpes com instrumento perfurante para matar o ofendido”. 

Por fim, o MPMG ainda requer que seja avaliado e julgado a qualificadora em que a ação do autor dificulta a defesa da vítima. O promotor alega que “o denunciado atacou o ofendido repentinamente, tolhendo dele a possibilidade de defesa. Tal fato é constatado a partir do relatório de necropsia de fls. 09/19, que retrata que a vítima não apresentava lesões nas mãos, típicas de sinais de quem luta pela sobrevivência”.

Agravante

Na denúncia ainda consta um agravante contra o autor, devido a prática de tráfico de drogas. No documento consta que “ficou demonstrado que o denunciado praticou o delito em questão após condenação criminal definitiva nos autos da ação penal nº 0051234-62.2015.8.13.0194 (tráfico de drogas), circunstância que atrai a incidência da agravante do art. 61, inciso I, do Código Penal (reincidência)”.

Denunciado está preso

O denunciado encontra-se preso preventivamente (aguardará detido o andamento processual) e será processado perante a 1ª Vara de Inhapim e, acolhida a denúncia, responderá perante o Tribunal do Júri de Inhapim, podendo ser condenado às penas de 12 a 30 anos de reclusão em regime fechado.


 

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