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    Homem chamado de 'Vera Verão' receberá R$ 39 mil de empresa em MG

    Caso ocorreu em uma cooperativa de plano de saúde da capital. Não cabe recurso à decisão

    Por Plox

    20/08/2021 10h34 - Atualizado há cerca de 1 mês

    Um homem receberá R$ 39 mil em indenização por danos morais de uma cooperativa de plano de saúde, local onde trabalhou e sofreu ofensas racistas. O caso ocorreu no bairro Funcionários, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. A decisão não cabe recurso, já que foi feito acordo entre as partes.

    De acordo com a decisão da Justiça do Trabalho, dada na semana passada, o homem era chamado de "Vera Verão" (personagem gay negro de um programa de humor do SBT) por alguns colegas e também por gestores da empresa, entre os anos de 2017 e 2018.

    Vítima era importunada inclusive em grupo de trabalho no WhatsApp. Foto: reprodução/ arquivo pessoal

     

    Conforme a vítima, o fato ocorria "frequentemente", incluindo em reuniões com pessoas que ele não conhecia e em grupo corporativo da própria empresa. Ele decidiu abrir um processo após ter sido demitido por um dos colegas que fazia a ofensa.

    Para o juiz Rodrigo Candido de Carvalho, da 34ª Vara do Trabalho em Belo Horizonte, o caso tratou-se de racismo.

    "Nada importa o que cada testemunha acha ou não da brincadeira; nada importa a cor da pele delas, ou que, na audiência, Bruno fosse o único partícipe de pele negra (....); nada importaria, tampouco, se fossem negros os próprios 'animadores' da reunião em que Bruno foi referido como índice de 'Vera Verão' e 'Sebastian': o 'racismo recreativo' é uma má prática objetiva, por ser um dos sustentáculos do racismo estrutural vigente em nosso país", afirmou o jurista.

    Outro lado

    Em nota, a Unimed BH disse que "repudia qualquer atitude ou ação que demonstre preconceito de raça ou gênero dentro de seus estabelecimentos" e que "possui um Código de Conduta e um Canal de Denúncias que é amplamente divulgado entre seus colaboradores" e reforçou ainda que cumpre todas decisões judiciais.

    Segundo a empresa, o caso foi um fato isolado, ocorrido em 2018, e sobre o qual "todas as medidas cabíveis ao caso foram tomadas, inclusive com o desligamento de profissionais".

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