Mendonça retira sigilo de 39 processos no STF ligados às investigações do Banco Master
A medida amplia a divulgação de documentos, mas o conteúdo extraído do celular de Daniel Vorcaro continua sob sigilo da Polícia Federal.
Um trabalhador morreu e outro ficou ferido após uma explosão durante uma obra da Prefeitura de Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na tarde da última segunda-feira (18). A vítima atuava em um projeto de alargamento e pavimentação da estrada que liga o distrito de Aranha ao povoado de Suzana, executado por uma empresa terceirizada, a MSG Construtora.
Foto: Segundo relato de uma moradora da região de Córrego das Almas, onde ocorreu o acidente, as condições de segurança no local já vinham sendo questionadas. De acordo com ela, o funcionário que morreu não usava capacete, apenas um chapéu. “O chapéu dele foi arremessado para longe quando a explosão aconteceu. Nunca vi usarem equipamentos de proteção adequados”, afirmou.
Foto: A mesma moradora denunciou que os moradores vizinhos não foram informados sobre as detonações programadas para a obra. “Eles simplesmente começaram. Cortaram árvores e fizeram explosões do dia para a noite. Ligamos para a prefeitura e disseram que nem haveria explosão, pois isso exigiria licenciamento e estudos técnicos”, relatou.
Ainda conforme seu depoimento, este não teria sido o primeiro acidente envolvendo explosivos na obra. Entre maio e junho deste ano, outra explosão teria deixado um funcionário ferido. Após o ocorrido, as detonações teriam sido suspensas, mas acabaram retomadas posteriormente.
A Prefeitura de Brumadinho confirmou que a obra estava sob responsabilidade da MSG Construtora e informou que a Vigilância Sanitária, a Defesa Civil e o Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) interditaram a obra imediatamente. Segundo nota divulgada, o material utilizado seria uma “cápsula geradora de gases não explosiva”, empregada para fragmentação de rochas. A administração municipal afirmou que está oferecendo suporte psicológico às vítimas e cobrando apuração rigorosa dos fatos.
A MSG Construtora, também em nota, declarou que a etapa de desmonte de rochas era executada por uma empresa subcontratada, à qual o trabalhador estava vinculado. A empresa lamentou o ocorrido, prestou condolências à família da vítima e afirmou colaborar com as investigações. Uma apuração interna foi aberta para esclarecer as circunstâncias da explosão.