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No início da manhã desta quarta-feira (20), um grupo de garis organizou uma manifestação no Anel Rodoviário, em Belo Horizonte, exigindo justiça pela morte de Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, que morreu enquanto exercia seu trabalho de coleta de lixo no bairro Vista Alegre, na região Oeste da capital mineira.
Foto: Redes sociais O ato, realizado na altura do bairro Santa Maria, no sentido Vitória, contou com a presença de diversos colegas e amigos de Laudemir, todos funcionários da mesma empresa terceirizada contratada pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). Eles exibiram faixas com frases de protesto e interromperam parcialmente o fluxo de veículos. Entre os cartazes, um dizia: “Somos garis, não somos lixos. Nossa única esperança é o TJMG e o MPMG”.
Foto: Redes sociais Durante a manifestação, os participantes clamaram por justiça e exigiram que Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos — o homem que confessou ser o autor do disparo que matou Laudemir — seja levado a júri popular. A comoção entre os trabalhadores foi evidente, reforçada pelos gritos de “justiça” que ecoaram durante a ação.
Foto: Redes sociais A confissão de Renê ocorreu dois dias antes da manifestação, em um novo interrogatório no Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), o empresário disse ter atirado após uma discussão de trânsito. Ele também relatou que utilizou uma pistola calibre .380 pertencente à sua esposa, a delegada Ana Paula Lamego Balbino, e que ela não sabia que ele havia pegado a arma.
O episódio trágico aconteceu na manhã da segunda-feira anterior, dia 11 de agosto, por volta das 9h. Na ocasião, um caminhão de lixo fazia uma parada no bairro Vista Alegre quando um carro da marca BYD, de cor cinza, se aproximou. O motorista do veículo, identificado como Renê, teria ameaçado a condutora do caminhão com a frase: “vou atirar na sua cara”. Logo após, ele teria disparado contra Laudemir, que estava na rua cumprindo seu trabalho de coleta de resíduos.
"Somos garis, mas não somos lixos. Queremos justiça para o nosso companheiro" — declarou um dos manifestantes, visivelmente emocionado durante o protesto.
A mobilização dos garis marca mais um capítulo da comoção causada pelo crime, que abalou não apenas os colegas de Laudemir, mas também a população de Belo Horizonte. A exigência por um júri popular reforça o desejo coletivo de que o caso não passe impune e que os responsáveis sejam devidamente responsabilizados.