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    Vinte governadores, incluindo Zema, divulgam carta contrária à fala de Bolsonaro sobre preço de gasolina

    Nota é resposta dos gestores contra acusações do presidente Jair Bolsonaro de que a culpa é dos estados pelo aumento do preço do combustível

    Por Plox

    20/09/2021 20h31 - Atualizado há 27 dias

    Vinte governadores, incluindo o governador de Minas, Romeu Zema (Novo), divulgaram uma carta, nesta segunda-feira (20), em que afirmam que o aumento do preço da gasolina é um "problema nacional" e não é culpa das unidades da federação. No texto, os gestores lembram que, embora o preço do combustível tenha aumentado 40% no último ano, nenhum estado aumentou o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no período. O ICMS é um dos tributos que incidem sobre o valor da gasolina. Bolsonaro costuma afirmar que a culpa do preço alto é do ICMS. Chamou a atenção o fato de que até mesmo governadores aliados de Bolsonaro, como Zema, e Ronaldo Caiado, de Goiás, assinaram o texto contra o presidente.

    Preço não para de subir há sete semanas seguidas no país. Foto: reprodução/ Pixabay

     

    "Os Governadores dos Entes Federados brasileiros signatários vêm a público esclarecer que, nos últimos 12 meses, o preço da gasolina registrou um aumento superior a 40%, embora nenhum Estado tenha aumentado o ICMS incidente sobre os combustíveis ao longo desse período. Essa é a maior prova de que se trata de um problema nacional, e, não somente, de uma unidade federativa. Falar a verdade é o primeiro passo para resolver um problema", diz a íntegra da nota.

    Não assinaram a carta: Carlos Moisés (Santa Catarina); Ratinho Júnior (Paraná); Mauro Carlesse (Tocantins); Marcos Rocha (Rondônia); Antonio Denarium (Roraima); Wilson Lima (Amazonas); e Gladson Cameli (Acre).

    Não para de subir

    O preço médio do litro da gasolina subiu pela 7ª semana consecutiva nos postos na semana passada. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Nos 4.390 postos pesquisados, o preço máximo chegou a R$ 7,199 o litro e, o mínimo, foi de R$ 5,19.

    Quem assinou

    Rui Costa (Bahia)
    Cláudio Castro (Rio de Janeiro)
    Flávio Dino (Maranhão)
    Helder Barbalho (Pará)
    Paulo Câmara (Pernambuco)
    João Doria (São Paulo)
    Romeu Zema (Minas Gerais)
    Ronaldo Caiado (Goiás)
    Mauro Mendes (Mato Grosso)
    Eduardo Leite (Rio Grande do Sul)
    Camilo Santana (Ceará)
    João Azêvedo (Paraíba)
    Renato Casagrande (Espírito Santo)
    Wellington Dias (Piauí)
    Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte)
    Renan Filho (Alagoas)
    Belivaldo Chagas (Sergipe)
    Reinaldo Azambuja (Mato Grosso do Sul)
    Ibaneis Rocha (Distrito Federal)
    Waldez Góes (Amapá)

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