Lira sugere reforma ministerial no governo Lula para equilibrar representação partidária

Presidente da Câmara acredita que distribuição de cargos e recursos no governo está desbalanceada.

Por Plox

20/12/2024 16h50 - Atualizado há 8 meses

Arthur Lira (PP-AL), atual presidente da Câmara dos Deputados, vem reforçando entre aliados a necessidade de ajustes no governo federal por meio de uma reforma ministerial no próximo ano. Em conversas privadas, Lira tem argumentado que há um desequilíbrio na distribuição de recursos e representatividade entre os partidos na Esplanada dos Ministérios, o que, em sua visão, requer mudanças para alinhar interesses e melhorar a governabilidade.

Arthur Lira Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

Desequilíbrio na Esplanada dos Ministérios

De acordo com interlocutores próximos a Lira, ele tem destacado a disparidade entre a representação do PT na Câmara e o controle do partido sobre os ministérios. Apesar de possuir cerca de 16% dos parlamentares na Casa, o PT estaria gerindo 80% dos recursos sob responsabilidade das pastas ministeriais. Essa situação, segundo o presidente da Câmara, também reflete uma distribuição desigual de cargos entre as legendas do Centrão, o que teria gerado insatisfação entre os deputados.

Lira considera que algumas siglas do Centrão possuem ministérios em excesso, enquanto outras estão sub-representadas, o que contribui para o desgaste no relacionamento entre o Legislativo e o Executivo. Para ele, uma reforma ministerial seria uma forma de melhorar o clima político na Câmara, que tem enfrentado tensão nas últimas semanas, impulsionada pelo que deputados avaliam como pouca atenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação aos parlamentares e líderes da Casa.

Projetos para o Pós-Presidência da Câmara

Com o fim do mandato na presidência da Câmara se aproximando, Lira afirmou a aliados que pretende retornar ao gabinete de deputado e se concentrar em destravar os trâmites para consolidar uma federação entre União Brasil, PP e Republicanos. Caso essa articulação se concretize, o novo bloco político teria ampla maioria no Congresso, com 153 deputados e 17 senadores.

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