Anvisa proíbe ‘canetas do Paraguai’ com tirzepatida e retatrutida em todo o país

Agência determina apreensão e veta fabricação, importação, venda, distribuição, propaganda e uso de tirzepatida das marcas Synedica e TG, além de qualquer produto com retatrutida para emagrecimento, por falta de registro e segurança comprovada

21/01/2026 às 09:43 por Redação Plox

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e proibiu a fabricação, importação, comercialização, distribuição, propaganda e uso da tirzepatida das marcas Synedica e TG, conhecidas nas redes sociais como as chamadas “canetas do Paraguai”. A decisão também alcança a retatrutida de todas as marcas. Esses produtos estavam sendo anunciados e vendidos sem registro no órgão regulador.

De acordo com a Anvisa, empresas vinham divulgando em perfis nas redes sociais a venda das canetas dessas marcas. Como nenhuma delas possui registro no país, a comercialização é considerada irregular e está proibida.


Anvisa proíbe venda de tirzepatida das marcas Synedica e TG e de retatrutida

Anvisa proíbe venda de tirzepatida das marcas Synedica e TG e de retatrutida

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Anvisa amplia restrições e determina apreensão

A medida, publicada nesta quarta-feira (21) no Diário Oficial da União, determina a apreensão dos produtos e a proibição total de qualquer atividade relacionada a eles, incluindo fabricação, importação, venda, distribuição, divulgação e uso.

As restrições se aplicam a qualquer pessoa física ou jurídica que comercialize ou promova esses medicamentos, e não apenas às empresas diretamente identificadas nas redes sociais.

Retatrutida em fase de testes e sem liberação no mercado

A determinação da agência também cita a retatrutida, uma substância apontada como um novo tipo de GLP, semelhante à de outras canetas para emagrecimento, mas com expectativa de promover perda de peso ainda maior do que os produtos já disponíveis.

Apesar da promessa, a retatrutida ainda está em fase de testes e não foi liberada para distribuição comercial pelos responsáveis pelas pesquisas. Não há produto com essa substância autorizado para venda no mercado.

Com isso, canetas vendidas com a alegação de conter retatrutida não têm qualquer garantia de segurança, eficácia ou qualidade, reforçando o alerta das autoridades para os riscos do consumo de medicamentos sem registro sanitário.

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