Rogério Marinho desiste de disputar governo do RN para coordenar campanha de Flávio Bolsonaro
Senador do PL-RN afirma que prisão de Jair Bolsonaro e cenário político excepcional o levaram a priorizar candidatura presidencial apoiada pelo ex-presidente; indefinição cresce na sucessão de Fátima Bezerra no Rio Grande do Norte
21/01/2026 às 13:43por Redação Plox
21/01/2026 às 13:43
— por Redação Plox
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O senador Rogério Marinho (PL-RN) anunciou nesta quarta-feira (21/1) que desistiu de disputar o governo do Rio Grande do Norte nas eleições de 2026 para assumir a coordenação da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) no estado. A decisão ocorre em meio à reorganização das forças do bolsonarismo e à redefinição de estratégias eleitorais no cenário político potiguar.
Em nota, Marinho afirmou que passou o último ano se preparando para a disputa estadual, percorrendo municípios e ouvindo a população, com o objetivo de “resgatar e devolver o Rio Grande do Norte ao seu povo”. Segundo ele, a mudança de planos foi motivada pelo que definiu como um “momento excepcional” vivido pelo país, ao citar a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Rogério Marinho é ex-ministro do Desenvolvimento Regional na gestão Bolsonaro
Foto: Senado Federal do Brasil
Senador prioriza campanha de Flávio Bolsonaro
Líder da oposição ao governo Lula no Senado e ex-ministro do Desenvolvimento Regional na gestão Bolsonaro, Marinho destacou que trabalhou diretamente com o ex-presidente no governo federal e fez elogios à sua gestão. Ele afirmou que, a pedido de Jair Bolsonaro, decidiu abrir mão do projeto estadual para se dedicar à campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
De acordo com o senador, a decisão está baseada em gratidão, solidariedade e lealdade ao ex-chefe do Executivo. Em sua manifestação pública, ele também reforçou o discurso de enfrentamento ao PT e de mobilização da base bolsonarista em torno do novo nome lançado para a disputa presidencial.
Disputa no RN permanece indefinida
No Rio Grande do Norte, o quadro eleitoral segue em aberto. A sucessão da governadora Fátima Bezerra (PT), que pretende deixar o cargo para concorrer ao Senado, tornou-se mais complexa após o vice-governador Walter Alves (MDB) anunciar que não assumirá o comando do Executivo estadual e que deve disputar uma vaga na Assembleia Legislativa.
Com isso, cresce a possibilidade de o estado ter um governador tampão até o fim do mandato, escolhido por meio de eleição indireta na Assembleia Legislativa. A movimentação aumenta a incerteza sobre os rumos da disputa local em um momento de reposicionamento de forças entre governo e oposição.
Cenário nacional e calendário eleitoral
No plano nacional, cerca de 150 milhões de eleitores estarão aptos a votar em 4 de outubro de 2026, quando serão escolhidos presidente da República, governadores, senadores, deputados, prefeitos e vereadores. Se nenhuma candidatura majoritária alcançar a maioria necessária, o segundo turno está marcado para 25 de outubro.