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Uma nova tendência nas redes sociais, onde pais dão "passe livre" para seus filhos falarem palavrões em vídeos, tem causado preocupação entre especialistas em desenvolvimento infantil. A prática, que se tornou viral, coloca crianças, principalmente entre 3 e 6 anos, em situações onde expressam termos ofensivos e obscenos. Alguns vídeos alcançaram números expressivos de visualizações, revelando uma divisão de opiniões: enquanto alguns acham divertido, outros criticam a exposição e a educação dos pequeno
Recentemente, o ilusionista e ex-BBB Pyong Lee postou um vídeo incentivando seu filho, Jake, de 4 anos, a participar da trend. Embora o menino não tenha pronunciado palavrões, a mãe e ex-mulher de Pyong, Sammy Sampaio, reagiu criando uma versão alternativa da trend, encorajando o filho a usar "palavras bonitas". Ela revelou que Jake não sabia o que era um palavrão, mas ficou curioso após a experiência.
Renata Fialho, pedagoga especialista em educação socioemocional, critica a prática, argumentando que não ensina as crianças a lidarem com suas emoções de forma saudável. "Se uma criança aprende isso na infância, pode acreditar que a única forma de resolver problemas na vida adulta é através de palavrões, ao invés de buscar soluções reais", questiona Renata.
Maya Eigenmann, neuropedagoga e expoente da educação positiva no Brasil, destaca que a grande questão dessa trend é colocar crianças em situações vexatórias. "Não se trata de moralismo, mas de como expõem a criança de maneira pejorativa, filmando e postando para ganhar repercussão, usando a inocência dela", argumenta Maya.
Além de criticar a utilização das crianças como forma de entretenimento adulto, Maya e Renata enfatizam a importância de estimular o desenvolvimento cerebral infantil de maneira construtiva, com perguntas e curiosidades, ao invés de incentivar a fala de obscenidades.
Renata também comenta sobre como crianças aprendem palavrões, muitas vezes ouvindo-os em locais como parquinhos e estádios. Ela aconselha os pais a ensinarem que certas expressões não são apropriadas em todos os contextos, e a promoverem experiências mais saudáveis para os filhos, como contato com a natureza e repreensões construtivas quando necessário. "A presença do adulto deve significar cuidado, ensinamento e referência, não apenas autoridade", conclui a pedagoga.