Carnaval acende alerta para alta de fraturas penianas; saiba mais
Médicos do Hospital Souza Aguiar, no Centro do Rio, relatam aumento de casos na folia e reforçam que a lesão é emergência: atendimento rápido reduz risco de deformidades e disfunção erétil
21/02/2026 às 22:36por Redação Plox
21/02/2026 às 22:36
— por Redação Plox
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O período de Carnaval costuma aumentar a pressão sobre os serviços de emergência por vários motivos — entre eles, um crescimento nos casos de fratura peniana em datas festivas de verão. Médicos do Hospital Municipal Souza Aguiar (HMSA), no Centro do Rio, chamam atenção para esse movimento e reforçam que a lesão é considerada uma emergência urológica. O atendimento rápido ajuda a reduzir o risco de sequelas como deformidades e disfunção erétil.
Hospital do Rio registra aumento de casos de fratura durante o Carnaval.
Foto: Freepik.
Carnaval e o aumento dos casos
O HMSA divulgou alerta sobre o crescimento de atendimentos por fratura peniana durante o Carnaval, relacionando o cenário a comportamentos mais comuns na folia, como relações sexuais em locais improvisados e situações com maior consumo de álcool, que elevam o risco de trauma. A unidade é apontada como referência no atendimento desse tipo de lesão na rede pública do Rio.
Dados atribuídos à Secretaria Municipal de Saúde do Rio indicam que, de 2024 até 8 de fevereiro de 2026, a rede municipal registrou 571 atendimentos ligados ao problema, com picos em períodos festivos. No Souza Aguiar, a média mensal em meses considerados comuns teria sido de cerca de quatro casos, mas, durante o Carnaval, esse número teria se aproximado de um caso por dia ao longo da folia, de acordo com a mesma apuração.
O próprio levantamento, porém, é apresentado com ressalvas: os números ainda dependem de consolidação oficial, incluindo detalhamento de metodologia, recorte exato e série histórica, e permanecem como referência do que foi divulgado por veículos de imprensa.
Orientações de especialistas e cenário de saúde pública
Em comunicações e entrevistas repercutidas pela imprensa, profissionais ligados ao Hospital Municipal Souza Aguiar reforçam que a fratura peniana, apesar do tabu, é considerada relativamente frequente em emergências e deve ser tratada como urgência. Um dos pontos destacados é que a demora na busca por atendimento — muitas vezes motivada por vergonha — aumenta o risco de complicações.
No contexto mais amplo da folia, o Ministério da Saúde, na campanha de Carnaval 2026, reforçou a importância da prevenção nas relações sexuais, com ênfase no uso de preservativos e em estratégias de prevenção combinada contra infecções sexualmente transmissíveis (como testagem, PrEP e PEP). Embora não trate especificamente de fratura peniana, a campanha dialoga com o cenário de maior atividade sexual e necessidade de cuidados adicionais nesse período.
Na literatura médica, trabalhos brasileiros apontam a fratura peniana como uma urgência que, em geral, se beneficia de tratamento cirúrgico precoce. A avaliação é de que a abordagem rápida tende a reduzir complicações tardias em comparação a condutas conservadoras, além de permitir a investigação de possíveis lesões associadas, como as que envolvem a uretra.
O que é fratura peniana e como reconhecer sinais
Apesar do nome, não há “osso” no pênis. A chamada fratura corresponde à ruptura de estruturas internas — em especial da túnica albugínea — geralmente após um trauma ocorrido com o pênis ereto.
Entre os sinais de alerta mais descritos por especialistas estão:
sensação de estalo ou “clique” no momento do trauma;
dor súbita e intensa;
perda rápida da ereção;
inchaço e hematoma, com mudança de cor e escurecimento da região;
em alguns casos, sangramento pela uretra ou dificuldade para urinar, o que pode indicar lesão associada.
Quando ir à emergência e como agir
A orientação é tratar a fratura peniana como urgência médica. Em caso de suspeita, a recomendação é procurar um pronto-socorro imediatamente.
Serviços de saúde alertam para que o paciente não espere os sintomas “passarem”, não recorra à automedicação e não tente manobras para “colocar no lugar”. Se houver sangue na urina ou na uretra, ou incapacidade de urinar, a necessidade de atendimento se torna ainda mais imediata.
Por que o risco aumenta no Carnaval
Profissionais associam a alta de casos nesse período a situações que favorecem o trauma, como locais improvisados, pressa, fadiga e posições sexuais com maior chance de impacto. O consumo de álcool também é citado como fator que pode reduzir a percepção de risco e a coordenação motora, contribuindo para acidentes durante a relação.
Nesse contexto, o Carnaval acende um alerta específico para a alta de fraturas penianas, em meio ao aumento geral de ocorrências em emergências.
Recomendações para população e rede de saúde
Para o público, a indicação é clara: diante de sinais típicos de fratura peniana, a conduta é interromper a atividade sexual e buscar atendimento imediato. A avaliação rápida e, quando indicada, a correção cirúrgica precoce tendem a diminuir a chance de sequelas funcionais e estéticas.
Para gestores e serviços de saúde, a expectativa é de que hospitais de referência reforcem fluxos de atendimento e protocolos específicos no período de Carnaval, quando a demanda por emergências cresce. A divulgação de informações claras sobre sinais, riscos e caminhos de atendimento também é apontada como ferramenta importante de prevenção de agravos.
Em relação aos dados, especialistas defendem que a Secretaria Municipal de Saúde do Rio detalhe oficialmente os números de fratura peniana registrados na rede: série histórica, critérios de classificação, distribuição por unidades e comparação entre períodos festivos e meses regulares. Esse tipo de consolidação é visto como essencial para monitorar tendências e orientar políticas públicas com maior transparência.