Greve de servidores da saúde adia 60 cirurgias programadas, diz Fhemig

Paralisação levou o governo a acionar o TJMG, que determinou a suspensão imediata do movimento; sindicatos dizem manter a greve e impacto em procedimentos eletivos segue sob apuração.

21/03/2026 às 09:34 por Redação Plox

A paralisação dos servidores da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) chegou ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que determinou a suspensão imediata da greve após ação proposta pela Advocacia-Geral do Estado (AGE-MG). Segundo o governo, o movimento coloca em risco a assistência à população usuária do SUS, com possíveis impactos em consultas, exames e cirurgias nas unidades da rede.

Reprodução / Google Street View

Reprodução / Google Street View


Decisão judicial e reação dos servidores

A mobilização foi deflagrada por profissionais de saúde da rede Fhemig e, diante do avanço da greve, o governo estadual recorreu ao Judiciário. De acordo com informação divulgada pela Agência Minas, o TJMG concedeu liminar que manda suspender imediatamente o movimento grevista e estabeleceu multa diária em caso de descumprimento, limitada a um teto definido na própria decisão.

Do lado dos trabalhadores, sindicatos comunicaram que mantiveram a paralisação mesmo após a decisão, alegando que ainda não haviam sido notificados formalmente naquele momento. Em meio ao impasse, foi registrado um incidente envolvendo uma liderança sindical e o acesso ao Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, conforme relato publicado pelo Plox.

O debate central gira em torno do efeito da greve sobre o atendimento do SUS, especialmente no que diz respeito a procedimentos eletivos, como cirurgias programadas. A referência a “60 cirurgias programadas” aparece apenas como dado em apuração, já que não foi localizado, até o momento, comunicado oficial da Fhemig ou reportagem com a declaração completa.

Posicionamento de governo e Fhemig

Segundo a Agência Minas, canal oficial do governo estadual, a decisão do TJMG apontou risco de “dano grave à comunidade” e destacou potenciais prejuízos à população que depende de consultas, exames e cirurgias na rede pública. A liminar também fixou multa diária ao sindicato em caso de descumprimento, respeitado um limite máximo estabelecido no despacho.

Em reportagem do Plox, a Fhemig é citada informando que adotou medidas administrativas em resposta ao conflito, entre elas a revogação de uma resolução ligada a critérios técnicos para avaliação de redução de jornada. A medida foi apresentada como resposta a reivindicações de parte dos trabalhadores.

A informação de que a greve teria adiado 60 cirurgias programadas segue, até agora, como dado em verificação, dependendo da divulgação de um balanço oficial da Fhemig sobre o impacto assistencial.

Atendimento e impacto para pacientes

Para pacientes do SUS atendidos em hospitais e unidades da Fhemig, os efeitos práticos da greve, mesmo com manutenção de serviços mínimos, tendem a se concentrar nos procedimentos não emergenciais. Em geral, isso inclui:

  • remarcação de procedimentos eletivos, como cirurgias programadas, consultas e exames;
  • aumento do tempo de espera e necessidade de reagendamento;
  • maior pressão sobre unidades de urgência e emergência, especialmente na capital.

Nesse contexto, a possibilidade de adiamento de cirurgias programadas torna-se um dos pontos mais sensíveis para os usuários da rede. Quem tinha procedimento marcado é orientado a confirmar diretamente com a unidade hospitalar e acompanhar comunicados oficiais da Fhemig e do Governo de Minas, já que decisões judiciais e negociações podem alterar rapidamente escalas, horários e fluxo de atendimento.

Rumores sobre cirurgias adiadas seguem em apuração

O comando que associa a greve ao adiamento de 60 cirurgias programadas ainda não foi corroborado por documentos públicos ou declarações oficiais localizadas nesta apuração. A menção ao número aparece, portanto, como informação em aberto, dependente de um comunicado formal da Fhemig ou de reportagem que traga a fala completa e identificada.

Enquanto esse dado não é confirmado, o eixo central permanece o mesmo: a greve de servidores da saúde da Fhemig pressiona a agenda de cirurgias e demais atendimentos eletivos, com potencial de gerar fila e remarcações para pacientes do SUS.

O que observar daqui para frente

Os próximos dias devem ser marcados por desdobramentos em três frentes principais:

  • confirmação, pelos sindicatos, do cumprimento ou não da liminar do TJMG e de que forma serão recompostas as escalas;
  • eventual publicação, pela Fhemig, de um balanço oficial sobre atendimentos afetados, incluindo o número de cirurgias adiadas durante a paralisação;
  • novas rodadas de negociação entre governo, Fhemig e representantes dos trabalhadores, além de possíveis novas decisões judiciais.

Até que esses pontos sejam esclarecidos, o cenário combina disputa judicial, reivindicações trabalhistas e preocupação com o impacto concreto sobre quem aguarda cirurgias e demais procedimentos na rede estadual de saúde.

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