STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
A paralisação dos servidores da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) chegou ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que determinou a suspensão imediata da greve após ação proposta pela Advocacia-Geral do Estado (AGE-MG). Segundo o governo, o movimento coloca em risco a assistência à população usuária do SUS, com possíveis impactos em consultas, exames e cirurgias nas unidades da rede.
Reprodução / Google Street View
A mobilização foi deflagrada por profissionais de saúde da rede Fhemig e, diante do avanço da greve, o governo estadual recorreu ao Judiciário. De acordo com informação divulgada pela Agência Minas, o TJMG concedeu liminar que manda suspender imediatamente o movimento grevista e estabeleceu multa diária em caso de descumprimento, limitada a um teto definido na própria decisão.
Do lado dos trabalhadores, sindicatos comunicaram que mantiveram a paralisação mesmo após a decisão, alegando que ainda não haviam sido notificados formalmente naquele momento. Em meio ao impasse, foi registrado um incidente envolvendo uma liderança sindical e o acesso ao Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, conforme relato publicado pelo Plox.
O debate central gira em torno do efeito da greve sobre o atendimento do SUS, especialmente no que diz respeito a procedimentos eletivos, como cirurgias programadas. A referência a “60 cirurgias programadas” aparece apenas como dado em apuração, já que não foi localizado, até o momento, comunicado oficial da Fhemig ou reportagem com a declaração completa.
Segundo a Agência Minas, canal oficial do governo estadual, a decisão do TJMG apontou risco de “dano grave à comunidade” e destacou potenciais prejuízos à população que depende de consultas, exames e cirurgias na rede pública. A liminar também fixou multa diária ao sindicato em caso de descumprimento, respeitado um limite máximo estabelecido no despacho.
Em reportagem do Plox, a Fhemig é citada informando que adotou medidas administrativas em resposta ao conflito, entre elas a revogação de uma resolução ligada a critérios técnicos para avaliação de redução de jornada. A medida foi apresentada como resposta a reivindicações de parte dos trabalhadores.
A informação de que a greve teria adiado 60 cirurgias programadas segue, até agora, como dado em verificação, dependendo da divulgação de um balanço oficial da Fhemig sobre o impacto assistencial.
Para pacientes do SUS atendidos em hospitais e unidades da Fhemig, os efeitos práticos da greve, mesmo com manutenção de serviços mínimos, tendem a se concentrar nos procedimentos não emergenciais. Em geral, isso inclui:
Nesse contexto, a possibilidade de adiamento de cirurgias programadas torna-se um dos pontos mais sensíveis para os usuários da rede. Quem tinha procedimento marcado é orientado a confirmar diretamente com a unidade hospitalar e acompanhar comunicados oficiais da Fhemig e do Governo de Minas, já que decisões judiciais e negociações podem alterar rapidamente escalas, horários e fluxo de atendimento.
O comando que associa a greve ao adiamento de 60 cirurgias programadas ainda não foi corroborado por documentos públicos ou declarações oficiais localizadas nesta apuração. A menção ao número aparece, portanto, como informação em aberto, dependente de um comunicado formal da Fhemig ou de reportagem que traga a fala completa e identificada.
Enquanto esse dado não é confirmado, o eixo central permanece o mesmo: a greve de servidores da saúde da Fhemig pressiona a agenda de cirurgias e demais atendimentos eletivos, com potencial de gerar fila e remarcações para pacientes do SUS.
Os próximos dias devem ser marcados por desdobramentos em três frentes principais:
Até que esses pontos sejam esclarecidos, o cenário combina disputa judicial, reivindicações trabalhistas e preocupação com o impacto concreto sobre quem aguarda cirurgias e demais procedimentos na rede estadual de saúde.