Homem é condenado por publicar imagens íntimas da ex sem consentimento em MG
Casos de “pornografia de vingança” citados em decisões do TJMG incluem punições criminais e indenizações; no Sul de Minas, polícia prendeu preventivamente um investigado e apreendeu dispositivos para perícia.
21/03/2026 às 11:57por Redação Plox
21/03/2026 às 11:57
— por Redação Plox
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A divulgação de imagens íntimas sem autorização, prática conhecida como “pornografia de vingança”, tem resultado em prisões, condenações e indenizações em Minas Gerais. Em casos analisados pela Justiça mineira, a exposição de fotos e vídeos após o fim de um relacionamento é tratada como uma violação grave da intimidade, com consequências tanto na esfera penal quanto na cível.
Imagem ilustrativa
Foto: Pixabay
Homem é investigado e preso no Sul de Minas
No Sul de Minas, a Polícia Civil prendeu preventivamente um homem de 31 anos investigado por divulgar cenas íntimas de uma ex-companheira, de 23 anos, sem consentimento. Segundo a corporação, além da prisão, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, com recolhimento de computador, notebook, celular e pen drives para análise durante a investigação.
O suspeito foi encaminhado ao sistema prisional e o caso seguia em apuração. O episódio se soma a decisões em Minas Gerais que vêm responsabilizando autores desse tipo de exposição, com punições criminais e também reparação financeira às vítimas.
TJMG reconhece dano e fixa indenização em decisões
De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), há decisões que reconhecem o dano causado pela divulgação de fotos íntimas e determinam reparação financeira à vítima. Em uma das decisões divulgadas pelo próprio tribunal, um homem foi condenado a pena de prisão por divulgar fotos íntimas da ex-mulher em aplicativo de mensagens, além de haver fixação de indenização por danos morais.
Em outra decisão do TJMG, um homem foi condenado a indenizar a ex-namorada após a divulgação de fotos íntimas na internet, com reconhecimento do impacto na honra e na imagem da vítima.
Orientações práticas para vítimas e consequências para autores
Para vítimas, a recomendação é registrar ocorrência o quanto antes e preservar provas, como prints, links, conversas, nomes de perfis, datas e horários, além de eventuais testemunhas. Se houver risco de novos compartilhamentos, é importante buscar orientação imediata da polícia e do Ministério Público, Defensoria ou advogado para medidas urgentes.
Para autores e compartilhadores, além de investigação e possível prisão, a conduta pode levar a condenação criminal e também à obrigação de indenizar na esfera cível, conforme decisões já publicadas pelo TJMG.
Em famílias e comunidades, casos desse tipo costumam gerar repercussão social e psicológica relevante. A remoção rápida do conteúdo e a responsabilização podem ajudar a reduzir a revitimização.
Investigação segue em andamento no caso do Sul de MG
No caso do Sul de Minas, a tendência é que a apuração avance com a perícia do material apreendido e a consolidação de provas digitais, antes de eventual denúncia do Ministério Público.
Na Justiça, decisões recentes reforçam que a divulgação sem consentimento pode resultar em pena e indenização, o que deve seguir orientando novos julgamentos e ações de reparação.
Até a última atualização pública mencionada no material, não havia detalhamento sobre denúncia formal, sentença ou eventual condenação específica do investigado preso em fevereiro de 2026, já que o caso era tratado como investigação em andamento.