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O sertanejo mantém a dianteira nas pesquisas sobre preferência musical no Brasil, enquanto o gospel aparece com frequência em segundo lugar em determinados recortes, sobretudo quando entram em cena perfis específicos de público e capitais brasileiras. Ao mesmo tempo, dados de plataformas digitais revelam que essa liderança muda conforme o “termômetro” usado — streaming de áudio, YouTube, rádio ou pesquisas de opinião —, compondo um cenário mais fragmentado do que um ranking único e definitivo.
Gusttavo Lima (
Foto: Reprodução/YouTube @gusttavolimaoficial)
Levantamentos recentes reforçam a força do sertanejo como gênero de grande alcance nacional. Entre eles está o estudo “Cultura nas Capitais”, realizado em 2024 com moradores das 26 capitais e do Distrito Federal, que reúne recortes por cidade e perfil e ajuda a dimensionar o peso do estilo no país.
Outra referência é uma pesquisa divulgada pela Quaest em abril de 2025, que apontou o sertanejo como ponto de convergência entre diferentes grupos políticos. Nesse contexto, o gospel se destaca em segmentos específicos, variando de acordo com o perfil analisado e reforçando a percepção de que a hierarquia entre os gêneros depende fortemente do recorte observado.
Quando o foco passa a ser o consumo por plataformas, as posições mudam. No YouTube, por exemplo, a lista do primeiro semestre de 2025 divulgada pela Billboard Brasil indicou o funk na liderança daquele recorte, com outros gêneros — incluindo o sertanejo — aparecendo na sequência.
Já no streaming de áudio, a retrospectiva anual da Deezer, divulgada pela CNN Brasil, apontou o sertanejo como gênero mais consumido na plataforma em 2025. O dado sugere que, nesse ambiente, o estilo mantém grande tração junto ao público, reforçando a ideia de que o sertanejo se consolida como o gênero de maior presença nacional, enquanto o gospel avança e se firma como segundo polo de destaque em vários contextos.
O relatório público do estudo “Cultura nas Capitais”, disponível online, consolida dados de campo, tabelas e recortes sobre hábitos culturais e preferências musicais nas capitais brasileiras. O material serve de base documental para sustentar tanto a relevância do sertanejo em boa parte do país quanto a presença do gospel entre os gêneros mais citados em determinados contextos e perfis.
Em paralelo, os dados de mercado das plataformas, como a retrospectiva da Deezer, ajudam a complementar a fotografia captada por pesquisas de opinião, mostrando como as preferências se traduzem em consumo efetivo nas diferentes mídias.
Para o público, esse quadro ajuda a explicar por que grandes eventos, festas populares e programações de rádio continuam apostando fortemente em sertanejo, enquanto o gospel amplia sua presença em playlists, eventos e no consumo cotidiano em diversas regiões e faixas de público.
Para o mercado de shows e mídia, os indicadores funcionam como bússola para produtores, casas de evento e programadores de rádio, que calibram line-ups e estratégias locais segundo o gênero que aparece como mais popular em cada recorte. Os dados mostram que “o mais ouvido do Brasil” não é uma categoria fixa, mas algo que varia conforme capital, faixa etária e plataforma.
Na leitura regional, especialmente em estados como MG, SP, RJ e PR, o recorte por capitais do estudo “Cultura nas Capitais” permite pautas locais e análises mais finas sobre variações de gosto entre cidades vizinhas, evitando generalizações nacionais que não se confirmam em todo o território.
Para formular enunciados categóricos do tipo “sertanejo é o gênero musical mais popular do Brasil; gospel fica em 2º”, a recomendação é sempre amarrar a afirmação a um estudo específico, com metodologia, universo pesquisado, perguntas aplicadas e período de coleta claramente definidos. Como rankings mudam dependendo da fonte — pesquisa de opinião, streaming, YouTube ou rádio —, a abordagem editorial mais consistente é comparar explicitamente o que cada base de dados mostra.
Um caminho sugerido é transformar a pauta em “o que as pesquisas e as plataformas mostram sobre a disputa entre gêneros no Brasil”, com comparações transparentes e, quando possível, recortes regionais a partir das tabelas do relatório “Cultura nas Capitais”. Assim, o jornalismo consegue evidenciar como o sertanejo se consolida como gênero de maior alcance em boa parte dos indicadores, enquanto o gospel ganha força e aparece como segunda preferência em vários recortes, sem ignorar a fragmentação e as diferenças entre fontes.
Na prática, isso significa trabalhar com a noção de múltiplos rankings e múltiplos líderes, a depender da pergunta, do público e do canal analisado — em vez de uma única lista definitiva sobre o gosto musical do país.