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Paul Edmonds, de 67 anos, morador de Desert Hot Springs, nos Estados Unidos, foi diagnosticado com HIV em 1988, durante o auge da epidemia global. Hoje, ele é a quinta pessoa no mundo a ser curada do vírus, após um tratamento para combater outro problema de saúde: a leucemia.
Em uma entrevista emocionante concedida à repórter Juju Chang do canal norte-americano ABCNews, Edmonds contou sua história de vida e o tratamento que o levou à remissão do HIV. "Amo viver", resumiu o paciente.

Transplante de células-tronco e a luta contra a leucemia
Edmonds descobriu a leucemia em 2018 e, mesmo com a triste notícia, decidiu lutar pela vida. "Eu não estava pronto para morrer", afirmou emocionado. Ao buscar tratamento no City of Hope Medical Center, os médicos sugeriram a possibilidade de tentar curá-lo do HIV.
O tratamento envolveu a realização de um transplante de células-tronco de um doador com uma mutação rara que torna as células resistentes ao vírus da Aids. "É uma mutação muito rara. Existe em cerca de 1% da população. Portanto, não é algo que encontramos com muita frequência", disse Jana Dicketer, professora associada do City of Hope.
Remissão do HIV e a gratidão pela vida
O transplante foi bem-sucedido, e Edmonds tornou-se a quinta pessoa no mundo a entrar em remissão do HIV. Já se passaram quatro anos desde o transplante e dois anos desde que ele parou de tomar medicações para o HIV, e o vírus não apresentou sinais de retorno. "Não conseguimos encontrar evidências de replicação do HIV em seu sistema", confirmou a professora Jana.
Edmonds, que perdeu vários amigos para a doença, expressou gratidão pela cura. "Fiquei incrivelmente grato, estou grato por estar vivo e fiquei grato por haver um doador", disse.
Esperança para novos tratamentos
O marido de Edmonds, Arnie House, também diagnosticado com HIV, celebrou a conquista do parceiro. "Fiquei tão feliz por ele. Porque foi como uma libertação para mim. O fato de ele não precisar mais tomar seus medicamentos para o HIV foi maravilhoso", comemorou.
O caso de Edmonds é considerado de grande importância pelos cientistas, já que o tratamento aplicado foi menos intenso do que em outros casos, gerando esperança de que o procedimento possa ser replicado em mais pessoas. Com mais de 38 milhões de pessoas convivendo com o HIV no mundo, a expectativa é de que o método utilizado em Paul possa ser aprimorado e expandido globalmente.