PDT aciona STF para anular eleição de Douglas Ruas na presidência da Alerj

Partido pede liminar e defende novo pleito com voto secreto após eleição realizada com votação aberta na última sexta-feira (17), no Rio de Janeiro

21/04/2026 às 20:54 por Redação Plox

O PDT acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) com um pedido de liminar para anular a eleição da presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), realizada na última sexta-feira (17). A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), assinada pelo presidente nacional do partido, Carlos Lupi, foi protocolada nesta segunda-feira (20).

PDT entra com ação no STF para anular eleição de Douglas Ruas na ALERJ.

PDT entra com ação no STF para anular eleição de Douglas Ruas na ALERJ.

Foto: Thiago Lontra /ALERJ

O deputado estadual Douglas Ruas (PL) foi eleito presidente da Alerj em uma sessão marcada por tentativas de obstrução. No plenário, dos 45 parlamentares presentes, 44 votaram a favor e houve uma abstenção.

Partido pede novo pleito com voto secreto

Na ação, o PDT defende que uma nova eleição seja realizada com voto secreto, e não aberto, como ocorreu no pleito que elegeu Douglas Ruas.

O partido também solicitou que seja declarada a “inconstitucionalidade definitiva da prática de voto nominal aberto” para a eleição, assim como de qualquer ato normativo ou administrativo que sustente esse formato, sob o argumento de violação a preceitos fundamentais da Constituição Federal, incluindo os princípios republicanos, da separação de poderes, da moralidade e da simetria federativa.

“A condução ilegal do procedimento, em contexto de evidente instabilidade institucional, impediu que as deliberações se desenvolvessem em ambiente compatível com os postulados republicanos, especialmente aqueles relacionados à responsabilidade, à moralidade e à prevalência do interesse público sobre arranjos circunstanciais de poder”

Petição do PDT

Vácuo sucessório no Rio e impacto no governo interino

O questionamento ocorre em meio à indefinição na linha sucessória do governo do Rio de Janeiro. Após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro, em março, abriu-se um vácuo no comando do estado porque o vice-governador, Thiago Pampolha, assumiu um cargo no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) em 2025. Além disso, o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, está licenciado do cargo.

STF discute forma de escolha do governador-tampão

O STF analisa uma ação em que o PSD defende a realização de eleições diretas para o comando interino do estado. No plenário, formou-se maioria a favor de eleições indiretas para o mandato-tampão de governador fluminense. Nesse cenário, Douglas Ruas pode ser conduzido ao cargo de governador até 31 de dezembro deste ano.

Apesar do entendimento parcial, o julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro Flávio Dino, sem data definida para retomada.

Com a suspensão, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, seguirá exercendo interinamente o cargo de governador do estado.

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