Um peixe da espécie agulhão-negro, de aparição rara, foi encontrado por equipes do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), na costa de Itanhaém, em São Paulo. O tamanho do animal impressiona pela grandeza: são 3,6 metros de comprimento e 202 quilos, sendo capaz de alcançar acima de 600 quilos.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/X/z/IP4UcGQGCN2cRgeZPo4Q/whatsapp-image-2019-05-20-at-19.32.24.jpeg)
O peixe tem aparição rara na costa-Foto: Instituto Biopesca
O agulhão estava morto em uma faixa de areia e teve que ser encaminhado para análises na Unidade de Estabilização do Instituto Biopesca, que realizava monitoramentos na região. A unidade deve detectar o motivo da morte do animal. Este foi o primeiro peixe dessa classe localizado em uma praia da região. O instituto, por meio do biólogo Teodoro Vaske Junior, da Unesp, explicou que se trata de “uma espécie oceânica de águas quentes, e que tem um bico mais curto do que as demais espécies de agulhões”.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/r/W/GqUccjRj6UamdVaMs2vA/whatsapp-image-2019-05-20-at-18.08.01.jpeg)
Animal pode chegar a 600 Kgs-Foto: Instituto Biopesca
Ao encontrar um peixe dessa espécie, é necessário precaução, já que a ingestão desses animais depois de mortos pode ser muito perigoso, como avalia Márcio Ohkawara, biólogo do Biopesca. “Assim como a maioria dos peixes oceânicos, ele também está no radar de pesca predatória, e oferece riscos a quem o consome, principalmente em caso de encalhe, já que não se pode saber o que levou o animal à morte”. A base de alimentação do agulhão são lulas e diversos outros tipos de peixe.
Atualizada às 14h59