Polícia prende dono de funerária acusado de retirar órgãos de cadáver em MG

Família descobre crime durante velório; corpo foi levado ao IML para investigações

Por Plox

21/05/2024 13h39 - Atualizado há 23 dias

A Polícia Civil prendeu o proprietário de uma funerária em Bom Jesus do Galho, após uma denúncia de que os órgãos de um idoso de 89 anos haviam sido removidos. A família foi informada da denúncia durante o velório, realizado no domingo (19), no Córrego dos Palmeiras, zona rural da cidade, pela Polícia Militar.

Foto: reprodução/ Pixabay

Bruna Aquino, neta do idoso, relatou: "A Polícia Militar disse que recebeu uma denúncia anônima dizendo que haviam retirado os órgãos do meu avô e lançado dentro da cova. O saco estava lá e foi recolhido pela polícia. A Polícia Civil foi até a casa do meu avô, onde ele estava sendo velado, pediu, com todo o respeito, licença para que fosse feito fotos. Então foi aberta a camisa do meu avô para verificar o corte, e realmente possuía."

Após a verificação, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Caratinga, onde foi confirmada a retirada dos órgãos. O idoso foi enterrado na segunda-feira (20) no cemitério de Bom Jesus do Galho.

Declaração da Polícia Civil
Em nota, a Polícia Civil informou que a perícia foi enviada ao local para identificar e coletar vestígios. O homem, de 51 anos, foi conduzido e ouvido na 2ª Central Estadual do Plantão Digital, onde teve a prisão em flagrante ratificada pelo crime previsto no artigo 14 da Lei 9434/97, que trata da remoção de tecidos, órgãos ou partes do corpo de pessoa ou cadáver de forma irregular.

Investigação e consequências
O suspeito foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça. As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do caso.

Posicionamentos da funerária e prefeitura
A funerária envolvida no caso declarou que não comentaria o ocorrido. A prefeitura de Bom Jesus do Galho não havia respondido às tentativas de contato até a publicação da reportagem.

Entenda o artigo 14 da Lei 9434/97
A Lei 9434/97 prevê penas rigorosas para a remoção de tecidos, órgãos ou partes do corpo humano de forma ilegal. A pena básica é de reclusão de dois a seis anos e multa. Em casos que envolvem recompensa ou motivos torpes, a pena aumenta para reclusão de três a oito anos e multa. Se a vítima é uma pessoa viva e sofre consequências graves, as penas variam de três a vinte anos de reclusão, dependendo da gravidade dos danos causados.

 

 

 

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