Polícia Federal descobre possível ligação entre Snowden com o ataque a celulares de autoridades

21/06/2019 10:41

Mensagens teriam sido vazadas de celulares de Sergio Moro, Deltan Dallagnol e outras autoridades

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A Polícia Federal investiga o suposto vazamento de mensagens de celulares do então juiz-federal Sergio Moro, atual ministro da Justiça e Segurança Pública, e procuradores da Operação Lava-Jato, como Deltan Dallagnol. O diretor-geral do órgão, Maurício Valeixo, acredita estar chegando perto da identificação dos hackers, que segundo a reportagem de Istoé, poderia causar uma reviravolta no caso, que ganhou repercussão pelo país. 

Moro e Deltan

Moro e Deltan Dallagnol foram algumas das autoridades interceptadas pelos hackers- Foto: Divulgação


Os agentes da PF já identificaram ligações entre o Brasil, Rússia e Dubai, que possivelmente teriam agentes envolvidos. No caso da Rússia, as apurações apontam que quem estaria por trás do vazamento seria Edward Snowden, coligado com o jornalista Glenn Greenwald, que fez as reportagens com a divulgação das supostas mensagens dos integrantes da operação Lava-Jato. Snowden é um analista de sistemas, ex-administrador de sistemas da CIA e que foi contratado da NSA. Ele tornou públicos detalhes de programas que compõem o sistema de vigilância global da NSA americana. Teve aproximação com os irmãos bilionários criadores do Telegram em 2013 e chegou a elogiar a plataforma pela postura complacente em relação à Rússia, após proibição governamental do aplicativo. Snowden fez pressão para que as mensagens particulares de quem usava o Telegram fossem disponibilizadas. 

Maurício

Maurício Valeixo, diretor-geral da PF- Foto: Divulgação

Na semana passada, o órgão federal relacionou como  um dos suspeitos uma organização criminosa de Santa Catarina. Já nessa terça-feira 18, foi deflagrada no Estado a operação 'Chabu', que significa 'deu errado' e cumpriu sete mandados de prisão. A organização estaria quebrando sigilos de autoridades em Santa Catarina para vazar informações policiais. O grupo estaria envolvido na operação de hackers em celulares de autoridades no estado.

 
Fontes ligadas à PF informaram que o órgão trabalha com a hipótese de que a invasão de aparelhos celulares não foi feita por amadores, convergindo com a afirmação de Moro na última quarta-feira, 19, quando ele esteve no Senado: “Quem faz essas operações contra inteligência não é um adolescente com espinhas na frente do computador, mas sim um grupo criminoso estruturado", disse o ministro. Aos senadores, o ministro contou que entregou o aparelho invadido para a Polícia Federal para dar início às investigações, reafirmando que não teme o conteúdo que está no celular. 

Atualizada às 20h28 de 23/06/2019



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