Reforma da Previdência pode ser votada antes do recesso parlamentar

21/06/2019 10:22

O deputado Marcelo Ramos (PL-AM) fez uma convocação para que todos os parlamentares compareçam à uma reunião na próxima terça-feira, 25 de junho

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Normalmente, os deputados têm um recesso durante as festas juninas, conhecidos como recesso branco, que são férias informais de 14 dias usufruídas por deputados e parlamentares em junho. Nesse período, parlamentares nordestinos se ausentam das sessões para participarem dos festejos em comemoração a santos católicos, nos dias 13, 24 e 29. Mas, desta vez, o deputado Marcelo Ramos (PL-AM) fez uma convocação para que parlamentares compareçam à uma reunião na próxima terça-feira, 25 de junho, para tratar sobre a reforma da Previdência. A votação da PEC poderá acontecer na mesma data. Por isso, Marcelo já avisou que quer todos no plenário, com risco de terem o dia cortado. 

Plenário da Câmara dos Deputados: já virou habitual o recesso branco na Casa durante as festas juninas, que homenageiam Santo Antônio, São João e São Pedro (foto: Waldemir Barreto/Agência Senado - 3/12/14)

Pretensão é de que a proposta seja votada antes do recesso- Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado


Como o recesso parlamentar começa em 18 de julho, a comissão da Previdência corre contra o tempo e tenta articular para a aprovação do projeto até próximo do dia 28. Um entrave é em relação às alterações ao texto original do governo que o relator deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) disse que fará no texto e já até adiantou que pedirá voto complementar para que essas alterações sejam feitas.

Articulação


O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e aliados ao governo estariam tentando um acordo para que a votação aconteça antes do recesso. Essas negociações, entretanto, não estão finalizadas. Para Paulo Guedes, ministro da Economia, é de grande importância a aprovação da reforma para que outras medidas sejam tomadas, impulsionando o crescimento econômico do país.


Mas de acordo com o relator da Previdência, pelo seu texto, o tempo de contribuição para homens se aposentarem seria de 20 anos, já para as mulheres, 15. Entre suas modificações, O relator também eliminou da proposta o sistema de capitalização, o que faria com que a economia diminuísse para R$ 913,4 bilhões em 10 anos, ao contrário dos R$ 1,23 trilhão previstos por Paulo Guedes.

Atualizada às 11h28

 

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