Afeganistão em Crise: Surto de Febre Hemorrágica da Crimeia-Congo
Aumento das infecções preocupa autoridades afegãs
Por Plox
21/07/2023 11h33 - Atualizado há cerca de 2 anos
O Afeganistão está atualmente vivenciando uma séria crise de saúde pública. A febre hemorrágica da Crimeia-Congo (CCHF, na sigla em inglês), doença endêmica no país, registrou um forte aumento no número de casos positivos e mortes desde o início do ano. As autoridades locais confirmaram na última quinta-feira (20) que a CCHF causou a morte de pelo menos 57 pessoas e infectou mais de 500 cidadãos no país. A informação foi concedida à agência de notícias EFE por Sharafat Zaman Amar, porta-voz do Ministério de Saúde Pública afegão.

Recursos Médicos e Econômicos Insuficientes
A situação é ainda mais alarmante devido à limitação dos recursos médicos e econômicos disponíveis no país para enfrentar o surto. As autoridades de saúde locais estão concentrando os recursos existentes na prevenção e no controle das consequências da doença. Segundo um médico de um hospital público afegão, que preferiu não se identificar, a falta de uma vacina e de um tratamento específico para a CCHF agrava ainda mais o cenário, especialmente considerando a deficiente infraestrutura de saúde pública do país.
Escassez de Sangue e Doenças do Sangue
Paralelamente ao surto de CCHF, o Afeganistão está enfrentando uma crise de escassez de sangue. Segundo Nasir Sadiq, diretor do Banco Central de Sangue do país, a sobrecarga de pacientes com doenças do sangue resultou em uma escassez significativa. Tal situação está dificultando o acesso a serviços preventivos de saúde nas áreas mais vulneráveis.
Febre Hemorrágica da Crimeia-Congo
A CCHF é uma doença viral endêmica em várias regiões do mundo, incluindo África, Bálcãs, Oriente Médio e Ásia, especificamente em países localizados abaixo de 50 graus de latitude norte. Esta é a área geográfica de ação do carrapato Hyalomma, principal vetor da doença. A doença pode resultar em surtos graves de febre hemorrágica viral, apresentando uma taxa de mortalidade que varia entre 10% e 40%.