Mãe e irmãs escondem vítima de estupro por 20 anos: uma trama familiar sombria.

A investigação revelou que o confinamento não era apenas uma tentativa de ocultar o crime, mas havia também interesses financeiros

Por Plox

21/07/2023 07h51 - Atualizado há cerca de 2 anos

Uma mulher de 37 anos foi mantida em cárcere privado por sua própria mãe e suas duas irmãs durante vinte anos, uma tentativa de encobrir um horrendo crime de estupro que ocorreu contra ela há duas décadas. A investigação revelou que o confinamento não era apenas uma tentativa de ocultar o crime, mas havia também interesses financeiros. Segundo informações da Polícia Civil, "A mãe se apropriou do benefício previdenciário da filha para custear despesas pessoais". Tais apropriações indesejadas colocam um novo peso sobre o confinamento, mostrando que a vítima não só foi privada de sua liberdade, mas também de seus direitos financeiros.

 

Imagem ilustrativa — Foto: Freepik

Com a concessão dos mandados de prisão temporária pela Justiça, as três familiares foram detidas e encaminhadas para a unidade policial local. Aguardam, agora, uma decisão mais definitiva do sistema judiciário. A vítima, por sua vez, foi levada para um abrigo na região com o objetivo de receber tratamento adequado após longos anos de reclusão.

 

Sanções judiciais: o que diz a legislação sobre o cárcere privado? No Brasil, os crimes de cárcere privado têm penas que podem chegar a três anos de reclusão. No entanto, esta pena pode ser agravada e alcançar até oito anos se a vítima sofrer danos físicos ou morais. O destino das três suspeitas ainda é incerto, mas as leis previstas poderão ser aplicadas conforme os detalhes e gravidade do caso.

Embora seja de interesse público, os nomes das envolvidas não foram divulgados. Portanto, tentativas de contato com a defesa das suspeitas para obter um posicionamento sobre o caso foram infrutíferas.

 

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