PF aponta promoção sem experiência mínima e omissão de panes em voo da Voepass
Relatório final sobre a queda do voo 2283, em Vinhedo (SP), cita relatos de pressão para não registrar falhas técnicas; acidente matou 62 pessoas.
Uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) no bairro Chácara Primavera, em Campinas (SP), foi interditada pela Vigilância Sanitária após fiscalização identificar falta de alimentos, problemas de higiene, escassez de funcionários e ausência de documentação essencial para o acompanhamento dos moradores. A medida foi adotada na sexta-feira, 17 de julho, e divulgada pela Prefeitura de Campinas nesta terça-feira (21).
Falta de alimentos e uso de roupas de cama com urina levam à interdição de casa de repouso em Campinas
Foto: Divulgação/Prefeitura de Campinas
De acordo com a administração municipal, o local abrigava 13 idosos e não possuía licença sanitária válida nem responsável técnico. Após a interdição, os moradores passaram a receber acompanhamento da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social e do Conselho Municipal do Idoso (CMI).
Falta de alimentos e uso de roupas de cama com urina levam à interdição de casa de repouso em Campinas
Foto: Divulgação/Prefeitura de Campinas
A Prefeitura de Campinas informou que, no momento da vistoria, não havia profissionais responsáveis pelos serviços de limpeza, lavanderia e cozinha. Os agentes também encontraram pouca disponibilidade de alimentos, sujeira em móveis e superfícies e roupas de cama em uso com urina e secreções.
A inspeção apontou ainda falta de prontuários e prescrições médicas atualizadas dos residentes. Nos banheiros, os lavatórios não tinham materiais para higienização das mãos, enquanto itens pessoais, como escovas de dentes e pentes, estavam armazenados sem proteção contra contaminação.
Conforme divulgado pelo município, parte das irregularidades já havia sido identificada em fiscalizações anteriores e não foi corrigida. A vistoria que resultou na interdição foi antecipada após uma denúncia encaminhada ao Ministério Público.
O estabelecimento poderá apresentar recurso no prazo de dez dias. A retomada das atividades dependerá da regularização de todas as pendências junto à Vigilância Sanitária de Campinas. Procurada pelo G1, a instituição não respondeu até a publicação da reportagem original.