CNJ determina afastamento de juíza que xingou Lula e nordestinos
A decisão foi tomada de forma unânime na 3ª Sessão Extraordinária do CNJ, realizada nesta terça-feira (20).
Por Plox
21/08/2024 13h47 - Atualizado há cerca de 1 ano
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu afastar a juíza Ana Cristina Paz Neri Vignola, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), por 60 dias, com vencimentos proporcionais, após insultos nas redes sociais contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e manifestações preconceituosas contra nordestinos. A decisão foi tomada de forma unânime na 3ª Sessão Extraordinária do CNJ, realizada nesta terça-feira (20).

Publicações ofensivas e período eleitoral
Durante o período eleitoral, Ana Cristina fez cerca de 12 publicações nas redes sociais que foram consideradas homofóbicas e discriminatórias. Essas postagens tinham como alvo, em especial, os nordestinos e o presidente Lula. Um dos conselheiros do CNJ destacou: “Nós temos diversas publicações realizadas pela magistrada em período eleitoral, penificando sua percepção homofóbica e discriminatória, mesmo diante das censuras que são impostas ao seu cargo”.
Admissão e defesa da juíza
A juíza Ana Cristina reconheceu que foi a autora das publicações mencionadas e afirmou que "em nenhum momento teve a intenção de agredir ou descumprir as orientações desse conselho". Mesmo assim, o CNJ optou pelo seu afastamento temporário, considerando as ações incompatíveis com o cargo que ocupa.
Sessão de despedida do corregedor
A decisão de afastar a magistrada foi tomada na última sessão presidida pelo corregedor nacional de Justiça, Luis Felipe Salomão, que se despediu do CNJ antes de assumir a vice-presidência do Superior Tribunal de Justiça (STJ).