Conselho médico dos EUA revoga licenças de médicos que defenderam Ivermectina contra Covid-19

Médicos Pierre Kory e Paul Ellis Marik perdem certificados após promoverem tratamento com Ivermectina durante a pandemia; ambos protestam contra a decisão

Por Plox

21/08/2024 08h13 - Atualizado há cerca de 1 ano

Dois médicos norte-americanos, Pierre Kory e Paul Ellis Marik, tiveram suas licenças para atuar na área médica revogadas pelo American Board of Internal Medicine (ABIM), entidade similar ao Conselho Federal de Medicina (CFM) no Brasil. A decisão ocorreu devido ao apoio e promoção do uso da Ivermectina como tratamento contra a Covid-19 durante a pandemia.

Ivermectina Foto: Divulgação

Fundação e atuação do grupo Front Line Covid-19 Critical Care Alliance

Kory e Marik, que atuavam nas áreas de cuidados intensivos, doenças pulmonares e medicina interna, fundaram juntos o grupo Front Line Covid-19 Critical Care Alliance (FLCCC) em março de 2020. Este grupo ganhou notoriedade durante a pandemia por defender o uso de Ivermectina, um antiparasitário tradicionalmente utilizado para tratar infecções como piolho e lombrigas, como parte do chamado tratamento precoce contra a Covid-19.

Posicionamento da OMS e repercussão da decisão

A Organização Mundial da Saúde (OMS) sempre sustentou que a Ivermectina não era eficaz contra a Covid-19, contrariando as recomendações do FLCCC. Mesmo assim, os dois médicos continuaram a promover o medicamento, o que eventualmente levou à intervenção do ABIM.

Atividades atuais e reação dos médicos à revogação

Atualmente, após a decisão do ABIM, Kory e Marik têm se dedicado à promoção de suplementos que alegam tratar problemas supostamente causados pelas vacinas contra o coronavírus. Em resposta à revogação de suas licenças, os médicos se manifestaram através do Medscape Medical News, condenando a ação como uma ameaça à liberdade de expressão no campo médico.

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