Polícia Federal investiga empresários e influencers suspeitos de incitar golpe de estado no Pará
A ação se concentra no município de Santarém, onde todos os investigados residem.
Por Plox
21/08/2024 13h15 - Atualizado há cerca de 1 ano
A Polícia Federal (PF) realizou, nesta quarta-feira (21), uma operação no Pará, cumprindo mandados de busca e apreensão contra empresários e influencers supostamente envolvidos em um esquema para questionar o resultado das eleições de 2022 e incitar um golpe de estado no Brasil. A ação se concentra no município de Santarém, onde todos os investigados residem.

Conexões investigadas
A operação busca esclarecer as ligações entre esses indivíduos e um grupo que teria atuado para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A investigação aponta que o grupo se organizava principalmente por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens, como o WhatsApp. Nos diálogos obtidos pela PF, identificou-se que uma parcela dos participantes comprometia-se a financiar, executar e incentivar ações criminosas que poderiam resultar em um golpe de estado, contando, inclusive, com a possível participação das Forças Armadas.
Início das investigações
As investigações tiveram início após um bloqueio realizado na rodovia BR-163, na comunidade de Cipoal, em frente ao 8º Batalhão de Engenharia de Construção (8º BEC), logo após a divulgação do resultado eleitoral desfavorável a Bolsonaro. Essa obstrução foi uma das várias manifestações promovidas por apoiadores do ex-presidente nas estradas brasileiras em 2022.
Organização do grupo
Segundo informações divulgadas pela PF, durante as investigações, foi constatado que o grupo envolvido nas manifestações tinha uma estrutura organizada, com divisão de funções para o financiamento, execução e promoção de ideias que questionavam a legitimidade do resultado eleitoral. Além disso, o grupo incentivava a prática de crimes que visavam impedir a posse de Lula e propunham que as Forças Armadas atuassem para abolir o Estado Democrático de Direito.