STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
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Uma descoberta promissora feita por pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG), em colaboração com o Hospital Amaral Carvalho, no interior de São Paulo, pode transformar a maneira como o câncer é diagnosticado. A análise da cera do ouvido – ou cerúmen – demonstrou ser capaz de indicar a presença da doença com precisão total nos casos estudados, mesmo antes de surgirem sintomas ou de os exames tradicionais detectarem qualquer anormalidade.
Foto: FREPIK Ao longo de mais de uma década de investigações, os cientistas identificaram que mudanças na composição química da cera podem refletir desequilíbrios metabólicos e inflamações no organismo, servindo como um marcador biológico sensível. O método se destacou por sua simplicidade: a coleta é indolor, barata e pode ser realizada facilmente, o que a torna promissora para ações de rastreamento em massa.
“Ela é uma pepita de ouro que traz informações do corpo humano. Está em um lugar relativamente protegido de contaminações externas e é de fácil coleta”,
Essa abordagem científica foi publicada na revista internacional Scientific Reports, ligada ao grupo Nature, e já havia mostrado resultados relevantes na detecção de doenças como diabetes. Contudo, os desdobramentos recentes com o câncer superaram as expectativas dos pesquisadores.
“Conseguimos identificar etapas anteriores ao desenvolvimento do câncer. Isso facilita muito o processo de tratamento e pode diminuir o sofrimento dos pacientes”,
No total, foram avaliadas amostras de 751 pessoas. Entre os 531 participantes que já recebiam tratamento contra o câncer, todos apresentaram sinais da doença na análise do cerúmen. O mais surpreendente, no entanto, ocorreu entre os 220 voluntários considerados saudáveis. Cinco deles tiveram alterações detectadas na cera, que posteriormente foram confirmadas por exames clínicos como sendo casos reais de câncer.
O aposentado José Luiz Spigolon viveu essa experiência de forma marcante. Curado de um câncer de próstata em 2012, ele se submeteu ao teste em 2019, que indicou presença de substâncias atípicas. Exames complementares revelaram um novo tumor na região pélvica. “Pra minha surpresa, o meu deu positivo. Aí foi um impacto”, contou. Após tratamento com radioterapia, os sinais desapareceram tanto na cera quanto nos exames tradicionais, e hoje ele está em remissão total.
“Se tudo correr como imaginamos, com as aprovações necessárias, será um teste de fácil coleta, com baixo custo e com impacto social importantíssimo”,
Apesar dos resultados encorajadores, os pesquisadores alertam que o método ainda precisa cumprir etapas de regulamentação, validação clínica e padronização. Caso aprovado para uso amplo, especialistas acreditam que a técnica poderá revolucionar o diagnóstico oncológico no país, especialmente em áreas com menor acesso a exames sofisticados.
Com a promessa de antecipar diagnósticos e facilitar tratamentos menos agressivos, a análise da cera do ouvido pode estar prestes a se tornar uma poderosa aliada da medicina preventiva brasileira.