STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da circulação de diversas canetas emagrecedoras vendidas pela internet que não possuem registro sanitário no Brasil. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (20/11), após a identificação de aumento nas propagandas e na comercialização irregular desses produtos, divulgados como agonistas de GLP-1, hormônio que atua na regulação do apetite, para fins estéticos.
Anvisa destaca que só remédios com registro e receitados por profissionais qualificados são considerados seguros para uso
Foto: Freepik/imagem ilustrativa
Entre as canetas emagrecedoras suspensas estão "T.G. 5", "Lipoless", "Lipoless Eticos", "Tirzazep Royal Pharmaceuticals" e "T.G. Indufar". Esses itens vinham sendo amplamente divulgados em plataformas digitais e redes sociais, em desacordo com as normas sanitárias brasileiras.
A suspensão tem alcance nacional e inclui a proibição de fabricação, comercialização, importação e divulgação desses produtos. Segundo a Anvisa, foi constatado aumento expressivo da oferta dessas canetas em canais digitais ao longo de novembro de 2025.
De acordo com a agência reguladora, a ausência de registro sanitário indica que não há comprovação de qualidade, eficácia ou segurança dessas canetas, o que representa risco potencial à saúde dos usuários. Somente medicamentos aprovados no Brasil passam por controle de qualidade e acompanhamento por parte do detentor do registro, responsável por investigar intercorrências, monitorar efeitos adversos e garantir a rastreabilidade.
A proibição estabelecida pela Anvisa também impede a importação desses produtos, inclusive para uso pessoal e mesmo que haja prescrição médica. A agência ressalta ainda que rótulos e bulas em língua estrangeira dificultam a compreensão por parte dos pacientes e podem levar a erros na administração.
As medidas foram motivadas pelo aumento das evidências de propaganda e comercialização irregulares, inclusive na internet, o que é proibido para medicamentos no Brasil. Dessa forma, as medidas foram editadas com o propósito de coibir o desvio de uso desses produtos, a fim de proteger a saúde da população
Anvisa
A partir da suspensão, a Anvisa reforça a orientação de que apenas medicamentos registrados e prescritos por profissionais habilitados podem ser utilizados com segurança. A recomendação é que consumidores evitem a compra de supostos emagrecedores pela internet e verifiquem sempre se o produto possui registro válido junto à agência reguladora.