Madrasta confessa enforcar e matar menina de 7 anos no DF

Iraci Bezerra dos Santos Cruz, de 43 anos, se apresentou à Polícia Civil e admitiu ter enforcado a enteada na região da Estrutural; caso é tratado como feminicídio com base na Lei Henry Borel

21/11/2025 às 20:03 por Redação Plox

A menina de 7 anos morta enforcada pela madrasta na sexta-feira (21) falou com a mãe pela última vez na véspera do crime. Segundo o relato, a criança pedia para voltar a morar com ela, mas não houve tempo para que fosse buscada com vida.


Mãe de criança assassinada por enforcamento pela madrasta no DF

Mãe de criança assassinada por enforcamento pela madrasta no DF

Foto: Reprodução

A mãe, Fabiana Marinho, contou que havia combinado de retirar a filha da casa do pai no dia seguinte.

Eu falei: 'Amanhã, a mamãe vai te buscar'. E fui buscar minha filha morta

Fabiana Marinho, mãe da vítima

Madrasta se entrega e confessa o crime

A madrasta, identificada como Iraci Bezerra dos Santos Cruz, de 43 anos, se apresentou à Polícia Civil do Distrito Federal e confessou o assassinato. Segundo o relato feito à corporação, ela enforcou a criança após ouvir da enteada que ela preferia morar com uma vizinha.

Fabiana afirma que a filha vinha pedindo para passar mais tempo com ela e que já havia mudado a rotina para atender ao desejo da criança.

De acordo com a mãe, a menina morava com o pai e a madrasta na Estrutural por causa dos estudos, enquanto ela e os outros filhos viviam em Valparaíso de Goiás, no Entorno do DF. A família tinha o plano de levar a criança de volta para casa ao fim do ano letivo.

Relatos de medo e comportamento agressivo

Fabiana diz que a filha insistia que não queria mais permanecer na casa do pai e que já havia sinais de risco. Segundo ela, a madrasta tinha comportamento agressivo e usava drogas. A mãe responsabiliza também o pai da menina.

Fabiana afirma que houve negligência ao manter a criança sob os cuidados da madrasta, apontada como usuária de drogas por dias seguidos.

A irmã da vítima, que pediu para não ser identificada, relatou que a menina não queria retornar para a casa do pai no início da semana em que foi morta. Segundo o depoimento, a criança estudava durante a semana e passava os fins de semana com a mãe e os irmãos, mas chorava ao ter que voltar.

De acordo com a irmã, a menina já havia feito outros relatos envolvendo a madrasta, incluindo um episódio em que teria mencionado uma tentativa de envenenamento do pai.

Família pede justiça para a menina

Fabiana descreve a filha como uma criança carinhosa, tranquila e sensível, ressaltando que ela não demonstrava sinais de agressividade. A mãe afirma que busca justiça pela morte da menina.

Para a família, a criança era indefesa e não tinha como reagir. A irmã reforça que não entende como alguém pôde atacar uma menina de 7 anos.

Investigação e enquadramentos legais

Em depoimento à polícia, o pai da criança afirmou que vivia com a companheira e a filha havia cerca de um ano e que, segundo ele, a convivência entre as duas era “dentro da normalidade”.

Na delegacia, os policiais verificaram que Iraci Bezerra dos Santos Cruz tinha um mandado de prisão em aberto, expedido pelo Estado do Pará, por um homicídio contra o ex-companheiro. Ela nega esse crime.

A Polícia Civil enquadrou a morte da menina como feminicídio, com incidência da Lei Henry Borel e agravantes previstos em lei. A pena pode chegar a até 40 anos de prisão, de acordo com as qualificadoras apontadas pela investigação.

A suspeita foi encaminhada para a carceragem da Polícia Civil, onde passará por audiência de custódia.

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