STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
Um caso recente mostra como a tecnologia tem se tornado aliada da Justiça na localização de foragidos, mesmo muitos anos após a prática do crime.
O empresário paulista Sérgio Nahas, de 61 anos, foi preso pela Polícia Militar da Bahia em um condomínio de luxo na Praia do Forte, no litoral nordeste. Condenado em 2018 pela morte da esposa, Fernanda Orfali, que tinha 28 anos na época do crime, ele conseguiu se manter foragido por mais de 23 anos.
Sérgio Nahas foi encontrado em Praia do Forte, na Bahia.
Foto: Divulgação / Polícia Militar.
O crime ocorreu em setembro de 2002, em um apartamento no bairro de Higienópolis, área nobre de São Paulo. De acordo com a investigação, Nahas atirou no peito de Fernanda após ela descobrir que ele usava cocaína e mantinha relações com travestis.
Na ocasião, ele alegou ter ouvido um disparo vindo do closet e disse ter encontrado a esposa agonizando, sustentando a versão de suicídio. A tese, contudo, não foi acolhida pela Justiça, e ele acabou condenado por homicídio doloso.
A prisão em 2026 foi possível graças a um sistema de monitoramento com câmeras inteligentes, capaz de reconhecer o rosto do foragido e cruzar as imagens com bancos de dados da Justiça. Localizado no condomínio, Nahas foi detido pela polícia em uma pousada, sem oferecer resistência.
Com ele, foram apreendidos 13 pinos de cocaína, três celulares e um veículo Audi. Após a prisão, o empresário passou por audiência de custódia e será encaminhado ao sistema prisional em São Paulo para cumprir a pena de 8 anos e 2 meses em regime inicial fechado, definida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
O caso evidencia como a tecnologia de reconhecimento facial e monitoramento pode ser decisiva para localizar pessoas procuradas pela Justiça, mesmo após longos períodos de fuga. Esses sistemas contribuem para agilizar investigações, reduzir riscos para policiais e para a população e aumentar as chances de que condenações sejam efetivamente cumpridas.
Segundo dados das polícias estaduais, apenas em São Paulo mais de 202 mil pessoas foram presas ou apreendidas entre janeiro e novembro de 2025, o que indica como a integração entre tecnologia e ação policial torna o combate ao crime mais eficiente em todo o país.
O caso de Sérgio Nahas não é apenas a história de um foragido finalmente localizado, mas um exemplo de como a inovação tecnológica pode transformar a dinâmica da Justiça e fortalecer a sensação de segurança na sociedade.