Estudante de economia é preso após matar a mãe a facadas; suspeito diz que havia parado medicação

Vinicius de Queiroz, 23, interrompeu uso de remédios para depressão e confessou ter agido por impulso ao atacar Maria Elenice, 61, em apartamento no Guará II; caso é investigado como feminicídio

22/01/2026 às 07:38 por Redação Plox

Preso em flagrante por matar a mãe, Maria Elenice de Queiroz, de 61 anos, Vinicius de Queiroz, 23, afirmou em interrogatório que interrompeu o uso de medicamentos para depressão por considerar que o remédio estava atrapalhando sua rotina.

O estudante de economia da Universidade de Brasília (UnB) relatou à delegada plantonista que reduziu gradualmente a medicação. Segundo ele, o remédio o fazia “apagar” durante a noite e perder o horário da faculdade. Mesmo diminuindo as doses, contou que não sentiu grande diferença, pois continuou dormindo normalmente.


Vinicius de Queiroz, 23

Vinicius de Queiroz, 23

Foto: Reprodução / @nacidadenews24h

Prisão em flagrante e dinâmica do crime

Vinícius foi detido por policiais militares do 4º Batalhão (Guará) em um apartamento no Polo de Modas, na QE 40 do Guará II, no Distrito Federal. De acordo com a Polícia Militar, ele estava sentado no sofá da sala quando os agentes entraram no imóvel da família, e teria demonstrado frieza diante da situação.

Maria Elenice foi atingida por um golpe de faca na região do pescoço. Ela era empreendedora e mantinha um espaço da Herbalife no Guará. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal informou que, ao chegar ao local, encontrou a vítima em parada cardiorrespiratória e ela não resistiu aos ferimentos.

O caso foi registrado na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), que apura o crime como feminicídio.

Maria Elenice de Queiroz, de 61 anos

Maria Elenice de Queiroz, de 61 anos

Foto: REprodução

Maria Elenice de Queiroz, de 61 anos

Maria Elenice de Queiroz, de 61 anos

Foto: Reprodução

Relato de sonho e impulso antes do ataque

Durante o interrogatório, a delegada questionou se o jovem já havia sonhado com o momento do crime. Ele respondeu que sim e descreveu a sensação como se já tivesse vivido a situação antes.

O estudante afirmou ter agido por impulso e mencionou diferenças de personalidade entre ele e a mãe. Contou que ela costumava falar mais alto e que isso o incomodava, alegando ter “sensibilidade” a esse tipo de comportamento. Em seguida, relatou que a atingiu com uma facada na região da jugular.

Vontade anterior e dificuldade de controle

A delegada plantonista da Deam também perguntou se ele já havia sentido anteriormente essa vontade súbita e estranha de atacar alguém. O jovem respondeu que não era a primeira vez, mas que, em outras ocasiões, conseguia se controlar.

Ele disse que, antes, não chegava a perder o controle completamente, mas ficava muito deprimido ou extravasava a tensão esmurrando algum objeto, sem partir para a agressão contra outra pessoa. 

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