"O Agente Secreto" volta ao Vale do Aço após 4 indicações ao Oscar 2026

Longa brasileiro iguala feito histórico de "Cidade de Deus", volta ao circuito do Vale do Aço impulsionado por quatro indicações ao Oscar,

22/01/2026 às 19:05 por Redação Plox

O cinema brasileiro vive um momento histórico com as quatro indicações de “O Agente Secreto” ao Oscar 2026. E isso após o filme receber duas premiações no Globo de Ouro, há 10 dias. Embalado pelo sucesso, a Moviecom em Ipatinga retorna com o longa para a telona a partir desta quinta-feira. A sessão será às 16h20. 




O longa dirigido pelo pernambucano Kleber Mendonça Filho igualou o recorde de “Cidade de Deus”, de 2004, ao emplacar nomeações em Melhor Seleção de Elenco, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator para Wagner Moura e Melhor Filme. A cerimônia será realizada em 15 de março, em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Brasil em destaque na lista de indicados

Além do desempenho de “O Agente Secreto”, o Brasil também aparece em Melhor Fotografia, com Adolpho Veloso entre os favoritos por seu trabalho em “Sonhos de Trem”.

O anúncio dos indicados trouxe ainda o impacto do filme de vampiros “Pecadores”, que estabeleceu um novo recorde ao somar 16 indicações ao Oscar.

Esta é apenas a segunda vez que uma produção brasileira disputa a categoria principal da premiação, Melhor Filme. A primeira ocorreu em 2025, com “Ainda Estou Aqui”. Na edição do ano passado, o longa levou o Oscar de Melhor Filme Internacional, garantindo ao país sua primeira estatueta na história da academia.

Trajetória premiada de “O Agente Secreto”

Desde a estreia, “O Agente Secreto” vem acumulando resultados expressivos. O longa já conquistou mais de 56 prêmios em festivais e premiações ao redor do mundo.

Em 11 de janeiro de 2026, o filme venceu o Globo de Ouro nas categorias Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Filme de Drama, prêmio concedido a Wagner Moura. Foi a primeira vez, em 27 anos, que o Brasil voltou a triunfar nessa categoria, repetindo o feito de “Central do Brasil”, e também a primeira ocasião em que o país levou dois prêmios na mesma edição da premiação.

Foto: Rede Social


Orçamento internacional e financiamento brasileiro

De acordo com a Ancine, o orçamento de “O Agente Secreto” foi de R$ 28 milhões, em uma coprodução que reúne Brasil, França, Alemanha e Holanda. A parcela brasileira somou R$ 13,5 milhões, dos quais R$ 7,5 milhões foram aportados pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). O restante veio de investimentos privados.

Desempenho de bilheteria e alcance nacional

No circuito exibidor brasileiro, o filme também se destacou. Dados da Agência Nacional do Cinema (Ancine) indicam que a produção ultrapassou 1,2 milhão de espectadores e arrecadou mais de R$ 28 milhões entre a 52ª semana cinematográfica de 2025 e a 2ª semana de 2026.

O resultado é considerado inédito para uma produção realizada fora do eixo Sul-Sudeste, reforçando a diversidade territorial do cinema brasileiro e o peso crescente de polos criativos em outras regiões do país.

Foto: Rede Social


Enredo, contexto histórico e produção

Em “O Agente Secreto”, Wagner Moura interpreta Marcelo, um professor que chega à capital pernambucana em 1977, fugindo de ameaças em São Paulo e tentando reencontrar o filho.

Ambientado no Brasil da ditadura militar, o filme acompanha Marcelo, descrito como um especialista em tecnologia que retorna de São Paulo ao Recife para escapar de um passado enigmático. Durante a semana de Carnaval, o que deveria ser um refúgio se transforma em um cenário de tensão, vigilância e paranoia.

Gravado em Recife, o longa é uma coprodução entre Brasil, França, Holanda e Alemanha, com distribuição nacional da Vitrine Filmes. A combinação entre contexto político, suspense e estrutura de coprodução internacional ajuda a explicar o fôlego do filme nas premiações e seu retorno às salas de cinema do Vale do Aço em plena temporada de Oscar.

Foto: Foto: Divulgação / Victor Jucá


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