Talibã prende jovem treinadora por dar aulas secretas de taekwondo a meninas no Afeganistão
Khadija Ahmadzada, de 22 anos, foi detida em Herat por ministrar aulas clandestinas de artes marciais para meninas; caso gera campanha mundial com hashtag #FreeKhadijaAhmadzada e pressão da ONU pela libertação
22/01/2026 às 10:04por Redação Plox
22/01/2026 às 10:04
— por Redação Plox
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A treinadora afegã Khadija Ahmadzada, de 22 anos, foi detida pelo Talibã por ministrar aulas clandestinas de taekwondo para meninas, em descumprimento ao banimento total imposto pelo regime ao esporte feminino no Afeganistão.
A prisão ocorreu em meados de janeiro de 2026, na província de Herat, no oeste do país, e provocou uma onda de denúncias nas redes sociais e alertas de ativistas de direitos humanos.
Khadija Ahmadzada, de apenas 22 anos, foi presa pelo Talibã em janeiro de 2026, na província de Herat
Foto: Reprodução
Detenção em Herat e repressão ao esporte feminino
De acordo com veículos independentes da região, como o jornal afegão Hasht-e Subh e a agência Rukhshana Media, Khadija foi presa em 10 de janeiro por agentes do Ministério para a Promoção da Virtude e Prevenção do Vício.
As aulas secretas de taekwondo aconteciam em uma garagem de uma residência particular, na área de Jebrail, em Herat. Além da jovem treinadora, seu pai e o proprietário do imóvel também foram detidos e levados para a prisão central da província.
Desde a retomada do poder pelo Talibã, em agosto de 2021, mulheres e meninas estão proibidas de praticar qualquer tipo de esporte no Afeganistão. Ginásios e clubes esportivos foram fechados, e qualquer forma de treinamento atlético destinado ao público feminino passou a ser tratada como crime pelo regime.
Mobilização internacional nas redes e apelos à ONU
Denúncias e campanhas online, incluindo postagens no X, no Instagram e petições na plataforma Change.org, ampliaram a repercussão do caso. Ativistas como Lina Rozbih e Shabnam Nasimi passaram a convocar campanhas globais com a hashtag #FreeKhadijaAhmadzada, pressionando por uma intervenção urgente da ONU.
Relator especial da ONU para direitos humanos no Afeganistão, Richard Bennett manifestou “profunda preocupação” com a prisão da treinadora e cobrou a libertação imediata.