STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
Uma turista do Rio Grande do Sul foi presa na quarta-feira (21), suspeita de cometer injúria racial contra uma comerciante que trabalhava na Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba, no Pelourinho, em Salvador. O episódio ocorreu durante um evento gratuito realizado no local.
De acordo com informações apuradas pela TV Bahia, a suspeita foi identificada como Gisele Madrid Spencer Cesar, de 50 anos. Ela teria dirigido ofensas de cunho racial à comerciante e, em seguida, cuspido na vítima.
Em entrevista à TV Bahia, a vítima, identificada como Hanna, contou que trabalhava no bar do evento e afirmou que não imaginava passar por uma situação desse tipo.
Eu fiz uma venda e retirei o balde um cliente. No momento que eu passei, ela falou: 'Vai mais um lixo'. Eu questionei e ela reafirmou que eu era um lixo e deu uma 'escarrada' em mim. Ela correu e eu perdi ela de vista. Ela teve problemas com outras pessoas e o segurança estava tentando tirar ela do evento. Hanna, comerciante
Hanna relatou ainda que, durante as agressões, a turista olhava diretamente em seus olhos e repetia: “Eu sou branca”. A comerciante disse ter recebido apoio da chefe, mas afirmou que, se dependesse apenas da segurança do evento, a suspeita não teria sido levada à delegacia.
Ela contou que houve divergência sobre a forma de condução à unidade policial e comparou o tratamento recebido pela suspeita com o que acredita que teria sido dispensado a ela em situação inversa.
Gisele Madrid Spencer Cesar, de 50 anos, foi presa suspeita de injúria racial contra comerciante no Pelourinho
Foto: Reprodução/Redes Sociais
A prisão foi realizada pela Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin). Após o registro da ocorrência, a turista foi conduzida à unidade, onde, segundo a polícia, manteve uma postura discriminatória.
Na delegacia, ela chegou a solicitar atendimento exclusivo por um delegado de pele branca, o que reforçou, para as autoridades, o caráter discriminatório de sua conduta.
A equipe da Decrin realizou oitivas para apurar o caso, e a investigação segue em andamento. A suspeita permanece custodiada e está à disposição da Justiça.