Exército confirma aposentadoria antecipada de Mauro Cid a partir de 2 de março
Tenente-coronel vai para a reserva aos 46 anos pela cota compulsória e deve deixar imóvel funcional em Brasília em até 90 dias
22/02/2026 às 14:51por Redação Plox
22/02/2026 às 14:51
— por Redação Plox
Compartilhe a notícia:
O Exército Brasileiro confirmou a aposentadoria antecipada do tenente-coronel Mauro Cid, aos 46 anos. A medida passa a valer a partir de 2 de março e foi concedida após pedido do próprio militar, com base no mecanismo da cota compulsória, que permite o afastamento antes do tempo regular de serviço.
A formalização da transferência para a reserva foi publicada em portaria divulgada na sexta-feira (20), assinada pelo general de Brigada Luiz Duarte de Figueiredo Neto, da Diretoria de Assistência ao Pessoal da Força.
Tenente-coronel Mauro Cid
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Aposentadoria antecipada e tempo de serviço
Com 29 anos e 11 meses de serviços prestados, Cid ainda não havia alcançado o tempo exigido para a aposentadoria integral, prevista para 31 anos de carreira. A legislação permite a aposentadoria antecipada para militares com mais de 20 anos de serviço, o que já era o caso do tenente-coronel.
Mesmo deixando a ativa antes do prazo para a aposentadoria integral, a redução em seus vencimentos será pequena. Ele continuará com benefícios assegurados aos militares da ativa e deverá receber cerca de R$ 16 mil mensais.
Perda de imóvel funcional e restrições judiciais
Com a passagem para a reserva, o oficial terá de desocupar o imóvel funcional que ocupa em Brasília no prazo de até 90 dias.
Após firmar acordo de delação premiada, Mauro Cid foi condenado a dois anos de prisão em regime aberto. Ele começou a cumprir a pena em novembro e teve a tornozeleira eletrônica retirada por decisão do ministro Alexandre de Moraes.
Mesmo sem o monitoramento eletrônico, ele continua submetido a restrições: permanece proibido de sair de Brasília, de circular à noite e aos fins de semana, de usar redes sociais e de manter contato com outros réus, entre eles Jair Bolsonaro.