Consumo de drogas dos brasileiros cresce e avanço é puxado pela maconha, aponta Lenad III
Levantamento da Unifesp analisado pela Pesquisa FAPESP mostra alta do uso de substâncias ilícitas entre 2012 e 2023; cannabis lidera crescimento e já soma mais de 10 milhões de usuários no último ano
22/03/2026 às 10:07por Redação Plox
22/03/2026 às 10:07
— por Redação Plox
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O consumo de drogas ilícitas no Brasil aumentou entre 2012 e 2023 e o avanço tem como principal motor a cannabis — maconha e derivados —, segundo dados do 3º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad III), conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e analisado pela revista Pesquisa FAPESP.
maconha é a porta de entrada para outras drogas
Foto: Reprodução
No período, a proporção de pessoas que consumiram alguma substância psicoativa ilícita no último ano passou de 4,5% (2012) para 8,1% (2023). Já no recorte de “uso na vida” — ao menos uma vez — o índice subiu de 10,3% para 18,7%.
Maconha lidera e impulsiona o avanço do consumo
A Pesquisa FAPESP aponta que a cannabis é, de longe, a droga ilícita mais usada no país e também a que mais contribuiu para o crescimento observado. O consumo de maconha e derivados no último ano saiu de 2,8% (2012) para 6% (2023).
Com base nos resultados do Lenad III, reportagem do Estado de Minas reforça que a cannabis permanece como a substância ilícita mais consumida no Brasil, com mais de 10 milhões de pessoas relatando uso em menos de um ano antes da pesquisa (6%). O texto também informa que cerca de 28 milhões de brasileiros com 14 anos ou mais já usaram cannabis alguma vez na vida (15,8%).
Diferenças regionais e perfil de consumo
Os dados do levantamento indicam que as maiores proporções de usuários se concentram nas regiões Sul e Sudeste, além do Centro-Oeste. O consumo também aparece como mais frequente entre jovens e adultos.
Facilidade de acesso e percepção de risco entram no radar
A análise da Pesquisa FAPESP relata ainda que, entre os fatores associados ao aumento do uso de cannabis, pesquisadores do Lenad III citam a percepção de facilidade de acesso e a avaliação de baixo risco em relação ao consumo.