Justiça manda Prefeitura de Lages indenizar morador após energia ser usada para iluminar monumento
Decisão aponta uso indevido da rede elétrica de uma propriedade no Morro da Cruz e prevê pagamento superior a R$ 11 mil; município ainda pode recorrer
22/04/2026 às 07:00por Redação Plox
22/04/2026 às 07:00
— por Redação Plox
Compartilhe a notícia:
Um morador de Lages, na Serra de Santa Catarina, vai receber mais de R$ 11 mil do município após descobrir que a energia da própria casa estava sendo usada para iluminar um ponto turístico da cidade.
Conforme a decisão, a iluminação de um monumento no Morro da Cruz — conhecido por atrair visitantes pela vista panorâmica — estaria ligada de forma indevida à rede particular do consumidor, que possui uma chácara no local. A conexão irregular teria provocado aumento na conta de luz.
Morro da Cruz, em Lages (SC)
Foto: Prefeitura de Lages/ Divulgação
Indenização determinada pela Justiça
A decisão da Vara da Fazenda da comarca de Lages prevê indenização em mais de R$ 10 mil por danos morais e materiais, além do ressarcimento de R$ 1.409,72 por danos materiais. Esse valor se refere às contas de energia cobradas a mais e ao serviço do eletricista contratado pelo autor.
Cabe recurso da decisão.
Prefeitura diz que acompanha o caso
Em nota, a prefeitura de Lages informou que acompanha o caso e que
“adotará as medidas cabíveis para resguardar os interesses do município” prefeitura de Lages informou
.
A ação judicial trata de fatos ocorridos em 2024, anteriores à atual gestão. A atuação ocorre com responsabilidade, respeito ao devido processo legal e ao direito de todo cidadão de buscar a apuração de eventuais direitos
Prefeitura de Lages
Como a ligação irregular foi descoberta
No início de 2024, o proprietário da chácara — autor da ação — percebeu que as faturas de energia elétrica subiram de forma repentina e fora do padrão. Ao investigar, concluiu que a iluminação da cruz e de uma capela próximas estava sendo alimentada pela energia da sua propriedade.
Segundo o TJSC, mesmo após o morador procurar a administração pública para resolver o problema, nenhuma providência foi tomada. Diante disso, ele contratou um eletricista, que confirmou a ligação irregular e fez o corte da energia. Na mesma noite, parte da cruz e da capela ficou sem iluminação, reforçando a constatação.
Perícia confirmou abastecimento pela rede do morador
De acordo com a Justiça, uma perícia judicial confirmou que a ligação era indevida e que o ponto turístico era abastecido pela unidade consumidora do autor. Com base no laudo e em outros documentos do processo, o juiz concluiu que ficou comprovada a responsabilidade do município.