Novo em Minas revê metas para 2026 após debandada e mira apoio de Zema

Diretório estadual reduz projeção de eleitos para a Câmara, busca vaga de vice na chapa de Mateus Simões e aposta em Romeu Zema como principal cabo eleitoral.

22/04/2026 às 09:07 por Redação Plox

Ainda impactado por perdas relevantes em suas fileiras ao longo do último ano e sem conseguir atrair parlamentares com mandato na janela partidária, o diretório do Partido Novo em Minas Gerais refez contas e redesenhou a estratégia para as eleições de 2026. A meta é tentar reverter o quadro de 2022, quando a sigla, apesar de ter reelegido Romeu Zema para o governo estadual, não conquistou nenhuma das 53 cadeiras mineiras na Câmara dos Deputados e ficou com apenas duas entre 77 na Assembleia Legislativa (ALMG).

Na eleição de 2022, o Partido Novo não elegeu mineiros para a Câmara dos Deputados

Na eleição de 2022, o Partido Novo não elegeu mineiros para a Câmara dos Deputados

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados



Saídas de “puxadores de voto” mudam metas para a Câmara

O golpe mais recente para o Novo em Minas foi a saída de Gleidson Azevedo, ex-prefeito de Divinópolis, na região Centro-Oeste do estado. O partido planejava lançá-lo como principal puxador de votos na chapa para deputado federal, mas ele anunciou, no fim de março, a migração para o Republicanos, legenda do senador Cleitinho Azevedo, irmão gêmeo do ex-prefeito.

Com a mudança, o Novo revisou as projeções internas para a Câmara dos Deputados: se antes a estimativa era alcançar três cadeiras da bancada mineira, agora o cálculo passou a ser de dois eleitos por Minas.

Outras baixas também alteraram o planejamento. O ex-subsecretário de Liberdade Econômica e Empreendedorismo de Minas Gerais e pré-candidato a deputado federal Rodrigo Sampaio Melo, conhecido como Tenente Melo, era uma aposta para ampliar votos no Sul do estado, mas também deixou o Novo para disputar as eleições pelo Republicanos.

No Norte de Minas, a sigla perdeu Reginaldo Ferreira, quadro antigo do partido que concorreu a deputado estadual em 2018 e teve 18,7 mil votos. Ele saiu para disputar 2026 como pré-candidato a deputado federal pelo PL. Entre os nomes cotados para a Assembleia Legislativa, outra saída citada foi a do pré-candidato Raphael de Paulo, que atua na região de Unaí, no Noroeste, e também trocou o Novo pelo Partido Liberal.

Presidência estadual admite impacto e defende “metas mais modestas”

Presidente do Novo em Minas, Christopher Laguna afirma que as saídas confirmadas no último mês terão repercussão direta na estratégia, levando o partido a trabalhar com objetivos mais modestos, principalmente para a Câmara dos Deputados.

Hoje nossa expectativa é muito melhor do que em 2022. Na minha chapa não terá nenhum candidato ficha suja, enquanto as outras têm. O que está nas minhas mãos é ter a casa limpa e sadia. Tem muito canto da sereia do outro lado.

Christopher Laguna

Novo perde a cabeça de chapa em Minas e mira vaga de vice

Antes da debandada de pré-candidatos ao Legislativo, o Novo já havia registrado outra baixa em novembro de 2025, quando o então vice-governador Mateus Simões deixou o partido e se filiou ao PSD. Segundo o texto, a saída ocorreu de forma pacífica, dentro de um acordo que prevê aliança para 2026, mas tirou do Novo a chance de voltar a encabeçar uma chapa majoritária no único estado governado pela legenda desde sua fundação, em 2015.

A estratégia agora é garantir a vaga de vice na chapa de Simões, que assumiu o governo no lugar de Romeu Zema e disputará a reeleição em outubro. De acordo com Laguna, o partido trabalha com duas opções para a posição: a vereadora Fernanda Pereira Altoé, da Câmara Municipal de Belo Horizonte, ou o ex-deputado federal Thiago Mitraud. Embora o acordo com o PSD seja tratado como encaminhado, o posto segue vago a menos de seis meses do pleito.

No diretório, a avaliação é que, se o Novo emplacar o nome para vice, isso pode manter a sigla em evidência durante a campanha e ajudar a impulsionar candidaturas a deputado estadual e federal em diferentes regiões de Minas.

Partido aposta em Zema como principal cabo eleitoral em 2026

O Novo também concentra expectativas em Romeu Zema, agora pré-candidato à Presidência da República. O texto menciona que, segundo a pesquisa DATATEMPO, o ex-governador encerrou o mandato em março com 47,1% de aprovação, e a legenda espera que ele atue como principal cabo eleitoral para as disputas ao Legislativo em Minas.

Na leitura de Laguna, mesmo que Zema não vença a eleição presidencial, o partido vê como elevada a possibilidade de alcançar as duas cadeiras projetadas para a Câmara dos Deputados.

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